Corajosos – A Paternidade Como o Mais Valente dos Atos
José Roberto Marques2026-03-16T09:04:03-03:00A risada de uma criança. Existe som mais puro? Ouve-se o eco da alegria de Emily, nove anos, correndo pelo gramado.
A risada de uma criança. Existe som mais puro? Ouve-se o eco da alegria de Emily, nove anos, correndo pelo gramado.
A tela do videogame pisca, lançando um brilho azulado e frio no rosto de Isaiah.
O cheiro de mofo e poeira dança no ar. Um armário. Um simples armário no final do corredor, esquecido, abarrotado de casacos velhos e sapatos sem par.
A poeira sobe da pista de terra batida. O ar parece pesado, denso de expectativas e do cansaço de outros corredores.
A noite está fria. O cheiro de gasolina e óleo paira no ar estagnado de um posto de conveniência quase deserto.
A grama úmida, o cheiro de suor e terra. O som abafado dos capacetes se chocando, um eco de batalhas perdidas. No meio do campo, um homem de joelhos.
O silêncio no estádio de Wembley é um monstro invisível. Pesa sobre os ombros do Príncipe Albert, o Duque de York, como um manto de chumbo.
O capacete de astronauta não está aí para esconder quem você é. Ele está aí para que você se lembre de quem você pode ser. A porta do carro se abre.
A esfera dourada brilha na palma da mão da Alegria. É uma memória feliz, pura, um dos pilares que sustentam a personalidade de Riley.
A terra seca e rachada do Malawi, na África, clama por chuva. O sol, impiedoso, castiga a pele e a esperança de um povo.
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