O corpo e a mente são uma unidade, então, se o emocional de uma pessoa não vai bem, ela pode desenvolver as chamadas doenças psicossomáticas. São aquelas doenças que apresentam sintomas físicos e que não têm explicação médica. São dores que não tem causa aparente, que aparecem sem que tenha havido alguma razão conhecida e que não se curam nem como remédios. Nesses casos, a causa não é física, mas sim emocional, ou seja, provocada pela nossa mente.

Por isso mesmo, a pessoa que sofre com alguma doença psicossomática acaba por somatizar no corpo os seus desequilíbrios emocionais e mentais e sofrendo com dores terríveis. Essas dores, por sua vez, são provenientes de angústias, ansiedades e depressões, o que desregula todos os sistemas do organismo.

Neste artigo, você vai identificar algumas das causas dessas enfermidades emocionais e conhecer as 5 doenças psicossomáticas mais comuns e os seus principais sintomas. Também vai descobrir tudo sobre os meios de tratar e prevenir esses transtornos. Preparado? Então, continue a leitura a seguir e saiba mais!

O que são doenças psicossomáticas?

As chamadas doenças psicossomáticas são doenças que apresentam sintomas físicos e que não têm origem ou causa identificada em exames. São dores que não têm causa aparente ou que aparecem sem que tenha havido alguma razão conhecida e que não se curam nem com remédios. Isso se dá porque as doenças psicossomáticas não apresentam causas físicas, mas sim, emocionais.

Identificar as doenças psicossomáticas com precisão requer o acompanhamento de profissionais da saúde — médicos, psicólogos e psiquiatras. No entanto, o primeiro passo é estar atento para identificar alguns sintomas e, assim, procurar a ajuda especializada que saberá lidar com esses problemas.

As doenças psicossomáticas podem incluir uma ampla gama de condições médicas, como dor crônica, enxaqueca, síndrome do intestino irritável, alergias, hipertensão, doenças cardiovasculares, asma, entre outras. Essas condições podem ser desencadeadas ou agravadas por fatores psicológicos, como estresse, ansiedade, depressão, traumas emocionais, entre outros.

Quais são as principais causas para as doenças psicossomáticas?

PSC Renascimento

Estar sob forte pressão no trabalho, passar por um rompimento amoroso abrupto, vivenciar a perda de um ente querido ou estar com grandes problemas financeiros são exemplos de situações que podem levar um indivíduo a uma condição de estresse, ansiedade e tristeza tão grave que o seu estado mental transcende e acaba por afetar o seu estado emocional.

Acredita-se que a conexão entre as emoções e a saúde física esteja relacionada com o sistema nervoso autônomo, que regula as funções corporais involuntárias, como a digestão, a respiração, a circulação sanguínea, entre outras. O estresse crônico e outras emoções negativas podem afetar o equilíbrio desse sistema e desencadear uma resposta física negativa.

Desse modo, tudo que a pessoa sente na mente se manifesta também fisicamente, o que causa muitas dores por todo o corpo. Isso é o que recebe o nome de somatização.

Além dessas causas, existem outras que podem acarretar em uma ou mais doenças psicossomáticas:

  • Traumas de infância ou qualquer outro tipo de trauma;
  • Ansiedade e depressão;
  • Situações de violência (física e/ou psicológica);
  • Trabalho em excesso;
  • Autocobrança exagerada;
  • Entre outras causas.

5 exemplos bastante comuns de doenças psicossomáticas

  • Resfriado

Todo mundo fica resfriado em algum momento da vida, porém, quando os episódios da doença acontecem com frequência, é sinal de que há algo errado. Se os exames médicos não encontram uma explicação lógica para essa imunidade sempre baixa e você está passando por dificuldades, a somatização pode ser a resposta.

Nesse caso, é sabido que os hormônios associados às reações de estresse enfraquecem o sistema imunológico, abrindo uma janela para infecções oportunistas. Os principais sintomas da doença são: febre, mal estar generalizado e dores de cabeça e no corpo.

  • Herpes

O vírus do herpes é transmitido por meio do contato com uma pessoa infectada, porém, ele se mantém “adormecido”, ou seja, sem manifestar sintomas, até que a baixa imunidade o desperte. 

Ter episódios constantes de herpes, em especial a labial, indica que o indivíduo apresenta alguma desordem no organismo, envolvendo uma fraqueza no sistema imunológico. Assim como no caso do resfriado, as feridas de herpes também podem surgir em momentos de muito estresse. Nesse caso, os sintomas mais comuns incluem feridas ao redor da boca ou na região genital, com fortes dores e sensação de queimação no local.

  • Enxaqueca

A enxaqueca não é uma dor de cabeça convencional, já que é mais debilitante e pode durar algumas horas ou até dias. Alguns casos são incapacitantes, ou seja, a pessoa não consegue realizar as suas atividades do dia a dia. 

Estudos científicos demonstraram que o principal gatilho para episódio de enxaqueca é o estresse e, por esse motivo, ela também é frequentemente considerada uma doença psicossomática. Os principais sintomas dessa condição são: dor intensa e localizada em um ponto da cabeça, tonturas, visão embaçada, náuseas e falta de concentração.

  • Alergia nervosa

Talvez você nunca tenha ouvido falar, mas existe um tipo de alergia de fundo nervoso, em que o indivíduo apresenta erupções na pele desencadeadas por um forte processo de estresse ou por um sentimento muito forte de tristeza. Uma crise, se não for tratada, pode acarretar um choque anafilático.

Por exemplo, uma pessoa com asma pode ter os seus sintomas respiratórios agravados em situações de estresse emocional. Da mesma forma, algumas pessoas com urticária (erupção cutânea) podem ter uma piora dos seus sintomas em momentos de estresse. Os sintomas principais desses quadros variam de acordo com o tipo de alergia que a pessoa tem, podendo incluir erupções na pele, coceira, vermelhidão no local, irritabilidade, entre outros.

  • Distúrbios gastrintestinais

Em algumas pessoas, episódios de diarreia são decorrentes de forte estresse. Quando ela se mostra constante e não há uma explicação física, como a síndrome do intestino irritável, é bem possível que se configure como um caso de doença psicossomática.

O estresse e a ansiedade podem provocar alterações de apetite e de hábitos alimentares, gastrite, doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), colite ulcerativa, doença de Crohn, entre outras. Os principais sintomas desses transtornos incluem: dores abdominais, fezes líquidas ou pastosas, náusea, vômitos e episódios constantes e frequentes de emergência para ir ao banheiro.

Como identificar uma doença psicossomática?

Assim que algum desses sintomas surgir e permanecer por um tempo maior do que o normal, o ideal é buscar a ajuda de um profissional especializado. Como, geralmente, muitas pessoas não conseguem associar o problema físico ao emocional de maneira imediata, é comum que se procure a ajuda de especialistas, como a de um clínico geral, por exemplo.

Esse médico, por sua vez, ao solicitar os exames, analisá-los e concluir que não existe causa física comprovada para o mal que está afetando ao indivíduo, pode constatar que se trata de uma doença psicossomática e encaminhar o paciente a especialistas, como psicólogos e psiquiatras.

Essa é a melhor maneira de descobrir se você está sendo acometido por uma doença psicossomática ou não. Fique especialmente atento a estes sinais:

  • Falta de ar constante;
  • Taquicardia;
  • Tremores;
  • Dores no estômago (enjoo, queimação ou gastrite nervosa);
  • Dores de cabeça constantes;
  • Manchas espalhadas pelo corpo;
  • Sensação de nó no peito e na garganta.

Esses são os sintomas iniciais das doenças psicossomáticas. São os primeiros sinais de alerta que surgem e que permanecem por bastante tempo, até que alguma providência seja tomada. Sendo assim, se você perceber o surgimento e a duração de alguns desses sintomas, procure a ajuda de um especialista, de modo que você possa iniciar o tratamento o mais brevemente possível.

É possível tratar?

Como estamos falando de doenças de cunho emocional, o ideal é que haja um acompanhamento psiquiátrico e psicológico, com o objetivo de tratar a causa do problema e amenizar ao máximo os seus sintomas. Nesse caso, os sintomas são físicos, mas as raízes da doença são emocionais. Por isso, o tratamento é multidisciplinar, tratando os sintomas, mas também as causas psicológicas.

É importante lembrar que as doenças psicossomáticas não são causadas pela imaginação ou falta de vontade de melhorar. Elas são condições médicas reais e devem ser tratadas com abordagens terapêuticas adequadas, que podem incluir terapia psicológica, mudanças no estilo de vida, medicamentos, entre outras intervenções.

Além disso, por serem doenças desencadeadas por depressão e ansiedade, é comum também que o tratamento seja feito por meio de antidepressivos, ansiolíticos, bem como analgésicos, anti-inflamatórios, entre outros medicamentos que terão a ação de diminuir os sintomas das doenças psicossomáticas.

É possível prevenir as doenças psicossomáticas?

Por mais que seja difícil prevenir completamente essas condições, existem algumas medidas que podem ajudar a reduzir o risco ou a gravidade dessas doenças:

  • Gerenciamento do estresse: uma das principais causas das doenças psicossomáticas é o estresse. É importante, portanto, adotar estratégias para lidar com esse fator, como exercícios de respiração, meditação, ioga ou terapia cognitivo-comportamental;
  • Prática regular de exercícios físicos: a atividade física regular pode ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade, além de melhorar o humor e o bem-estar geral;
  • Alimentação saudável: uma dieta equilibrada e rica em nutrientes pode ajudar a fortalecer o sistema imunológico e a reduzir o risco de doenças psicossomáticas;
  • Busca por ajuda profissional: se você está enfrentando problemas emocionais ou psicológicos — como ansiedade, depressão ou estresse crônico —, é importante procurar ajuda profissional. Um psicólogo ou psiquiatra pode ajudá-lo a desenvolver habilidades para lidar com esses problemas e a evitar o desenvolvimento de doenças psicossomáticas;
  • Cuidado com a saúde geral: a manutenção de uma boa saúde geral pode ajudar a prevenir ou reduzir o risco de doenças psicossomáticas. Isso inclui o monitoramento de doenças crônicas — como hipertensão arterial, diabetes e obesidade —, além de fazer exames de rotina e seguir as orientações médicas para o tratamento de outras condições de saúde.

Após ter lido a nossa lista com as 5 doenças psicossomáticas mais comuns, você identificou alguma delas na sua vida? Se você acredita ter algum desses problemas, é importante avaliar o que o está estressando a esse ponto e procurar ajuda especializada para tratar as causas e os sintomas. Lembre-se de que existem pessoas ao seu redor e especialistas que podem ajudá-lo a combater qualquer uma dessas doenças.

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