Em se tratando dos nossos temores, existem alguns tipos de medo que realmente mexem com as nossas estruturas e nos fazem perder totalmente o equilíbrio emocional. Como tal, eles fazem com que deixemos de racionalizar as situações e, por mais informações que tenhamos sobre eles, tudo isso é substituído por uma sensação terrível de pavor. E você, teme o quê?

Neste artigo, vamos compreender melhor o que é o medo, qual é a sua função, quais são os tipos mais comuns de medo e como podemos lidar adequadamente com eles. Ficou curioso? Então, é só dar continuidade à leitura a seguir para saber mais sobre o tema!

Medo: um mal necessário

Até certo ponto, ter medo é uma forma de nos protegermos dos perigos. Se, por exemplo, você sabe que mexer com fogo é perigoso, o medo de se queimar é o que vai evitar que brinque com ele. Assim, esse sentimento é importante e necessário. Aliás, sem medo, provavelmente a espécie humana não teria sobrevivido e chegado até aqui.

Entretanto, quando isso toma uma proporção que limita e impede você de se aproximar de qualquer coisa que emita calor, é sinal de que o seu medo está dominando a sua vida, ou seja, que ele está alcançando um nível excessivo, mais nocivo do que benéfico. Fica o alerta!

O ideal é que nenhum medo seja incapacitante, pois, quando isso acontece, geralmente leva a pessoa a ter distúrbios psicológicos e emocionais, que a impendem de ter qualidade de vida. Se não bastasse, ele leva ao seu adoecimento e a desenvolver, por exemplo, a síndrome do pânico, que faz com que o indivíduo viva em constante estado de alerta em decorrência dos seus medos.

Conheça alguns tipos de medo e veja como lidar com eles

A melhor forma de lidar com os vários tipos de medo é enfrentando as suas consequências de frente e assumindo a responsabilidade de vencê-los. Para isso, vamos conhecer alguns e ver o que é possível fazer para não sucumbir a eles.

  • Medo da morte

PSC Renascimento

De modo geral, muita gente “morre” de medo da morte e, por conta disso, alimenta pensamentos autossabotadores de que, a qualquer momento, algo de muito ruim pode lhes acontecer e tirar a sua vida ou daqueles a quem ama. Com certeza, esse é um dos piores medos, pois leva a tantos outros e limita muito a qualidade de vida da pessoa.

O que fazer?

A morte é inevitável para todo mundo. A partir do momento em que nascemos, começamos a morrer. Portanto, mais do que perder tempo sofrendo pelo que não tem jeito, busque valorizar a vida, construir momentos e fazer a coisa certa para não se colocar em situações de perigo — mas sem neuroses. Trate a vida de forma normal, como um presente, e aproveite cada dia de forma especial.

  • Medo de voar

Especialmente para quem tem medo de altura, o medo de avião é ainda pior. Pessoas assim sofrem demasiadamente com ideias de que o seu avião vai cair ou de que algo ruim vai acontecer na sua viagem. Qualquer som diferente na aeronave a desestabiliza completamente, e a pessoa sempre fica muito impactada com notícias de acidentes aéreos.

Ela pode evitar veementemente viajar de avião e sempre busca alternativas. Nos casos mais drásticos, ela deixa de ir a um compromisso ou de tirar férias quando a única opção é a via aérea. Quando realmente precisam viajar de avião, passam muito mal, têm crises de pânico e precisam ser medicadas para conseguir voar.

O que fazer?

O ideal é buscar uma ajuda especializada (existem muito especialistas no assunto, como os psicólogos) para vencer o medo de voar, pois isso pode prejudicar a saúde emocional da pessoa e o seu bem-estar psicológico. Nos casos em que a pessoa é realmente obrigada a viajar constantemente de avião, isso é ainda mais importante para que não desenvolva uma fobia mais séria.

  • Medo de insetos

Baratas, formigas, aranhas, mosquitos, abelhas, ou melhor, todo e qualquer tipo de inseto: essa é a principal característica da insetofobia, o medo de insetos, também chamado de entomofobia. Pessoas assim sentem-se mal ao ver e ao serem tocadas por esses bichinhos. Entram em pânico imediatamente.

O que fazer?

O melhor a fazer é procurar atendimento psicológico especializado para entender as origens do problema e tratar inclusive traumas relacionados a experiências negativas com insetos, uma vez que eles estão em todos os lugares. Portanto, se o indivíduo não aprender a lidar com a situação pode acabar comprometendo sua qualidade de vida e perdendo totalmente a sua paz.

  • Medo de falar em público

O medo de falar em público está também entre um dos mais comuns. Na verdade, em muitos casos, ele não necessariamente se refere a palestrar para centenas de pessoas, mas também a conduzir reuniões com 15 ou 20 colegas de trabalho. Esse medo é derivado da insegurança de ser julgado, podendo prejudicar os relacionamentos pessoais e, principalmente, a carreira do indivíduo. No caso dos líderes, em particular, é muito importante superar esse medo.

O que fazer?

A psicoterapia e alguns coaches especialistas no tema podem auxiliar as pessoas a gradativamente reduzir esse medo. Em geral, são técnicas para lidar com a exposição a outras pessoas, que começam com pequenos grupos e que, gradativamente, avançam a plateias maiores. Todavia, o mais importante é que o próprio indivíduo motive a si mesmo com o que ele tem a ganhar ao falar bem em público e que se exponha, aos poucos, a esse tipo de situação.

Esses são os tipos de medo comuns entre as pessoas que têm fobias. Existem muito outros medos, como: de sangue, de palhaços, do mar/rios, de altura, do fogo, de ficar em lugares fechados (claustrofobia), de locais públicos, de ficar sem o celular e de sofrer violência. Ainda assim, seja qual for o seu temor, é importante ter apoio para tratá-lo da forma correta e para não deixar que ele domine a sua vida. Pense nisso e aprenda a lidar com os seus medos.

E você, querida pessoa, tem algum medo desproporcional que tem prejudicado a sua qualidade de vida? O que você fez/faz para aprender a lidar com ele? Deixe o seu comentário no espaço a seguir. Além do mais, que tal levar estas informações a todos os seus amigos, colegas de trabalho, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!