“Eu não nasci para isso”. “Eu não sei fazer aquilo”. “O mundo é um lugar terrível”. “A vida é assim mesmo”. Esses são alguns exemplos de crenças, ou seja, de ideias em que as pessoas acreditam para que possam ter uma compreensão maior sobre a vida, sobre o mundo e sobre elas mesmas.

Algumas crenças são construtivas, ou seja, permitem que despertemos a melhor versão de nós mesmos. Entretanto, há outras que limitam o nosso poder de ação, despertando o medo, a insegurança e o comodismo, sendo, por esse motivo, conhecidas como crenças limitantes. Neste artigo, você vai compreender melhor o que são as crenças e qual é o seu poder sobre as nossas escolhas e atitudes, inclusive nas empresas. Boa leitura!

O que são crenças?

As crenças de uma pessoa ou de uma empresa são um conjunto de informações nas quais ela acredita, bem como as informações nas quais ela não acredita. Esse somatório constitui o seu sistema de crenças.

O sistema de crenças de uma pessoa é individual, mas pode receber influência da cultura em que essa pessoa vive, da família em que nasceu e das pessoas com as quais mais se relaciona em seu dia a dia. É importante definir essas crenças, tendo em vista que elas afirmam quem você é, ou seja, promovem a construção e a afirmação da sua identidade. Além disso, esse sistema de crenças também favorece a conexão e a sensação de pertencimento (ou não) a uma determinada comunidade.

Por que as pessoas e empresas precisam ter crenças?

Crer em algo é fundamental. Cada pessoa tem as suas próprias vivências e, a partir delas, constrói as suas visões de mundo. Desde que não haja intolerância, é bacana ver que as pessoas podem conviver, mesmo tendo opiniões distintas sobre a vida. As discussões construtivas promovem a reflexão e fazem com que as pessoas evoluam continuamente.

Hoje em dia, é importante que as empresas, mesmo as menores, também tenham as suas crenças e os seus valores bem definidos. Isso é necessário não apenas para orientar a conduta dos seus funcionários no dia a dia, mas também para gerar identificação com o próprio público externo. Confira três motivos pelos quais essa questão é necessária.

1. Conexão

Como citamos anteriormente, um sistema de crenças bem definido permite que as empresas atraiam para perto de si as pessoas que compartilham valores semelhantes. A Natura, por exemplo, é uma empresa que defende a bandeira da sustentabilidade e do respeito à natureza. Portanto, ela certamente consegue atrair uma grande parcela de consumidores que compactuam com essas ideias.

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Dessa forma, as crenças podem fortalecer a imagem de uma marca junto ao seu público, desde que sejam bem comunicadas nos diferentes canais utilizados, como as redes sociais, a publicidade, o site institucional e os próprios pontos de vendas da empresa.

2. Diferenciação

Hoje em dia, qualquer segmento empresarial é marcado por uma comunicação acirrada. Por isso, qualquer empresa precisa encontrar os seus diferenciais competitivos, ou seja, aquilo que a torna única e que pode ser um critério de desempate na preferência do público diante dos concorrentes.

Essa diferenciação pode ser estabelecida justamente por meio das crenças das empresas. Se duas instituições fabricam produtos com qualidade semelhante, mas uma delas é reconhecida por suas ações de inclusão e apoio à diversidade, por exemplo, essa crença pode diferenciá-la das outras empresas na visão dos consumidores.

3. Direcionamento para o conteúdo

Por fim, é fato que as crenças de uma empresa também direcionam o seu conteúdo. Em vez de perder tempo com os “haters”, ou seja, aquelas pessoas que não compactuam com as ideias da empresa e insistem em ofendê-la publicamente por meio das redes sociais, a empresa poderá dedicar-se a construir uma comunicação interessante ao público que gosta e admira as suas crenças.

Se as bandeiras da inclusão e do apoio à diversidade são bobagem na visão de alguns, certamente há muita gente que gostaria de ver mais empresas se posicionando quanto a essas questões em seus conteúdos.

Como definir o meu sistema de crenças?

Seja você uma pessoa comum ou um empreendedor que precisa dar identidade aos seus negócios, é fundamental definir o seu sistema de crenças. A seguir, você vai conferir 3 dicas básicas nesse sentido.

1. Conheça os seus valores

Valores são princípios que devem nortear as suas ações. Ética, honestidade, responsabilidade ambiental, inclusão, respeito à diversidade e combate à desigualdade social são alguns exemplos. As empresas costumam ter uma área específica nos seus sites institucionais justamente para listar os seus valores.

Eles representam as bandeiras, ou seja, as causas que a instituição defende. Por que você quer lutar? Quais são as transformações que você deseja promover no mundo? Se uma empresa não deseja modificar nada, ela não tem razão de existir. Defina os seus valores, comunique-os ao seu público e atraia pessoas que acreditam nessas mesmas causas.

2. Pense em como você deseja ser visto

Além dos valores, há outras duas partes muito importantes na identidade institucional, que são a missão e a visão. A missão corresponde àquilo que a empresa deseja fazer, isto é, o motivo pelo qual ela existe. Já a visão corresponde a como ela deseja ser vista no futuro.

Para definir a sua visão, pense: quando as pessoas pensarem em você ou na sua empresa, de que você quer que as pessoas se lembrem? Defina todas as características que você quer ver associadas à sua marca e trabalhe na comunicação delas. Dinamismo, criatividade e bom humor são alguns exemplos.

3. Defina o que você não quer associado a si

Assim como devemos pensar em nossos valores e em como queremos ser vistos, é igualmente importante definir também aquilo que não queremos ver associado a nós. Pense em quem você não é e nas crenças que não representam você. Isso também é fundamental para definir como você deve se comunicar.

Alguns influenciadores da área de finanças, por exemplo, não querem ser vistos como pessoas formais, conservadoras e “chatas”, pois essas características já são muito associadas ao nicho, e o que eles querem é justamente desmistificar o conceito de que falar de finanças é chato.

Pense, portanto, nas características que não representam a sua identidade. Isso poderá afastar algumas pessoas, mas entenda que esses indivíduos, justamente por não compactuarem com as suas crenças, não merecem a sua dedicação. É impossível agradar a todos, de modo que algumas escolhas se fazem necessárias.

Agora que você já sabe o que são crenças empresariais, qual é a sua importância e como elas devem ser definidas, responda: em que você acredita? Quais são os seus principais valores, seja enquanto pessoa ou enquanto empreendedor? Deixe o seu comentário no espaço a seguir. Por fim, que tal levar estas dicas a todos os seus amigos, colegas, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!