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Introdução: por que o ser humano não decide com lógica
Essa visão começou a ruir quando a Economia Comportamental demonstrou, com base empírica, que emoções, atalhos mentais e vieses cognitivos exercem influência direta sobre praticamente todas as decisões humanas.
O trabalho de Richard H. Thaler, vencedor do Prêmio Nobel de Economia, foi decisivo para consolidar esse novo olhar. Ele provou que decisões econômicas são profundamente humanas e, portanto, imperfeitas.
A Psicologia Marquesiana amplia esse entendimento ao investigar a origem emocional, sistêmica e consciencial dessas decisões. É dessa integração que surge a Teoria do Valuation Humano, um paradigma que redefine o conceito de valor no século XXI.
O que é Economia Comportamental e por que ela mudou tudo
A Economia Comportamental é o campo que estuda como as pessoas realmente tomam decisões, e não como deveriam decidir segundo modelos matemáticos ideais.
Ela demonstra que:
- o ser humano evita perdas mais do que busca ganhos;
- emoções influenciam escolhas financeiras;
- o contexto altera drasticamente o comportamento;
- a lógica frequentemente é usada apenas para justificar decisões emocionais.
Esses padrões são explicados pelos vieses cognitivos, atalhos mentais inconscientes criados pelo cérebro para lidar com a complexidade da vida.
O problema é que esses atalhos, embora eficientes, distorcem a percepção da realidade.
Vieses cognitivos: erro racional ou dor emocional
Na psicologia tradicional, os vieses são tratados como falhas de julgamento.
Na Psicologia Marquesiana, eles são compreendidos como sintomas emocionais.
Segundo esse modelo, o ser humano não decide apenas com base em informações, mas a partir de:
- experiências emocionais passadas;
- feridas não integradas;
- medos inconscientes;
- nível de consciência.
As 9 Dores da Alma estruturam esse campo interno e ajudam a compreender por que determinadas pessoas repetem padrões financeiros, profissionais e relacionais ao longo da vida.
Exemplos práticos:
- medo de perder dinheiro associado à Dor de Abandono;
- autossabotagem financeira associada à Dor de Fracasso;
- compulsão por status associada à Dor de Falta de sentido da vida;
- paralisia decisória associada à Dor de Rejeição.
O viés cognitivo deixa de ser apenas um erro mental e passa a ser compreendido como uma tentativa inconsciente de autoproteção emocional.
Contabilidade mental: quando o dinheiro deixa de ser neutro
Um dos conceitos centrais da Economia Comportamental é a contabilidade mental. Ela explica por que tratamos o dinheiro de formas diferentes, mesmo quando os valores são matematicamente equivalentes.
As pessoas criam verdadeiras “caixinhas mentais” para o dinheiro:
- dinheiro do salário;
- dinheiro inesperado;
- dinheiro emocional;
- dinheiro do prazer;
- dinheiro da segurança.
Na Psicologia Marquesiana, isso revela algo ainda mais profundo: o dinheiro carrega significados emocionais e identitários.

Ele passa a representar:
- segurança emocional;
- pertencimento;
- reconhecimento;
- poder pessoal;
- sobrevivência psíquica.
A contabilidade mental é, portanto, a expressão econômica da fragmentação emocional do Self.
Nudge, ambiente e os limites da mudança externa
Richard Thaler também introduziu o conceito de Nudge, pequenas mudanças no ambiente capazes de influenciar decisões de forma positiva, sem retirar a liberdade de escolha.
Essas intervenções funcionam porque o comportamento humano é sensível ao contexto e porque pequenos ajustes reduzem erros previsíveis.
No entanto, o Nudge atua majoritariamente do lado de fora.
A Psicologia Marquesiana reconhece seu valor, mas aponta um limite fundamental: mudar o ambiente não cura a origem da decisão.
Sem integração emocional e consciência ampliada, o indivíduo tende a repetir padrões, trocar um viés por outro e manter decisões inconscientes.
Valuation Humano: a evolução da economia comportamental
A Teoria do Valuation Humano, desenvolvida por José Roberto Marques, surge como uma expansão natural da Economia Comportamental.
Ela propõe que o verdadeiro valor de um indivíduo, empresa ou sociedade está diretamente ligado ao seu nível de consciência e integração emocional.
Empresas são reflexo das pessoas que as constroem. Decisões estratégicas refletem o campo emocional de seus líderes.
Alto Valuation Humano significa:
- clareza decisória;
- inteligência emocional aplicada;
- sustentabilidade de resultados;
- liderança consciente;
- crescimento com sentido.
Da economia do comportamento à economia da consciência
A Economia Comportamental abriu uma porta histórica ao reconhecer que o ser humano não é racional.
A Psicologia Marquesiana atravessa essa porta e revela por que isso acontece.
O Valuation Humano aponta para onde precisamos evoluir.
Estamos diante de uma transição civilizatória:
- da economia da performance;
- para a economia da consciência;
- do capital financeiro isolado;
- para o valor humano integrado.
Conclusão: o futuro das decisões humanas
O futuro da economia, dos negócios e da liderança não será decidido apenas por tecnologia ou dados, mas por consciência, maturidade emocional e sentido.
A integração entre Economia Comportamental, Psicologia Marquesiana e Valuation Humano representa um novo modelo de decisão, um novo critério de valor e uma nova visão de prosperidade.
Mais do que uma teoria, trata-se de um novo mapa para o ser humano do século XXI.

