Você já ouviu falar em feeling? Talvez você o conheça pelo nome de intuição, ou por algum outro. O fato é que todos nós já tivemos algum pressentimento do tipo “siga por esse caminho, ao invés daquele”, sem que pudéssemos explicar, de uma forma lógica, por que aquele pensamento nos ocorreu.

Mas será que é seguro confiar nos feelings? Eles apresentam utilidades em nossa vida profissional, além da pessoal? Como podemos desenvolver mais essa habilidade de ter intuições? Para descobrir as respostas, é só continuar a leitura deste artigo.

O que é o feeling e como ele surge?

O feeling, ou pensamento intuitivo, como citamos anteriormente, é um pensamento ou pressentimento que nos “revela” a melhor forma de agir, especialmente quando precisamos tomar uma decisão difícil. A questão é que esse pensamento não surge com bases racionais, mas como uma crença forte, com apelo emocional.

“Algo me diz que não devo confiar naquele colega de trabalho”. Esse tipo de pensamento é um feeling, pois não sabemos exatamente o que é esse “algo” que nos leva a chegar a tal conclusão. Não há consenso sobre como esse tipo de intuição surge, mas acredita-se que esses pensamentos sejam respostas dadas por nossa mente.

Ao longo de nossas vidas, vivenciamos diferentes situações, e, em cada uma delas, o cérebro registrou quais proporcionaram um resultado positivo e quais não tiveram um final feliz. Todos esses “resultados” ficam armazenados em nosso subconsciente, mas eles vêm à tona quando a mente percebe que estamos diante de uma nova situação, parecida com as que já foram vivenciadas.

É nesse momento que surge a intuição, como uma recomendação do cérebro que diz: “Na última vez em que você agiu dessa forma, não foi legal. É melhor agir de outro jeito”. Como não nos lembramos exatamente das situações que nos levaram a essa conclusão, não conseguimos explicar racionalmente os feelings. Contudo, isso não nos impede de confiar nesses avisos da mente.

De que forma o feeling nos ajuda na vida profissional?

PSC Renascimento

Na vida profissional, todos nós precisamos tomar diferentes decisões. Por exemplo:

  • Qual carreira escolher?
  • Em qual empresa trabalhar?
  • Qual funcionário contratar?
  • Qual estratégia de negócios seguir?
  • Em qual negócio investir?
  • Em que momento agir?
  • Em quais colegas confiar de verdade?

Todas essas perguntas podem ser respondidas com base em argumentos racionais. No entanto, mesmo quando colocamos todos eles no papel, ainda assim podemos ficar em dúvida. Nessas circunstâncias, a intuição pode agir como um poderoso critério de desempate, nos ajudando a tomar uma decisão com base em nossas experiências passadas, mesmo que não nos lembremos delas com clareza.

Por esse motivo, o feeling nos ajuda a fazer escolhas mais rápidas e assertivas. Alguns líderes famosos e extremamente bem-sucedidos, como Mark Zuckerberg e Steve Jobs, utilizaram os seus feelings para criar as suas grandes empresas. São exemplos de que vale a pena confiar nesse mecanismo mental.

Ouvir o feeling ou a “voz da razão”?

Confiar no feeling, entretanto, não deve nos estimular a não seguir os argumentos racionais. Na vida profissional, todos nós precisamos de informações para tomar decisões, seja quem contratar, onde investir ou em que momento mudar de emprego.

No entanto, como citamos anteriormente, o feeling é interessante para “desempatar” aquelas decisões que, do ponto de vista racional, não foram resolvidas. Isso significa que tanto a razão quanto a intuição precisam ser utilizadas para que os melhores resultados possíveis possam ser obtidos.

Diante de uma escolha difícil, comece colocando os argumentos no papel, já que os números não mentem e que, contra fatos, não há argumentos. Depois, se a razão não for suficiente para tomar uma decisão, consulte a sua intuição para saber qual ideia lhe parece mais confiável. A resposta está dentro de você.

4 dicas para aguçar o seu feeling

Já deu para perceber que prestar atenção aos nossos feelings é muito importante, não é mesmo? Assim, se você deseja apurar as suas capacidades intuitivas, saiba que existem algumas dicas que permitem que isso aconteça. Confira 4 delas a seguir.

1. Invista em autoconhecimento

Autoconhecimento significa conhecer a si mesmo. Isso pode ser feito por meio de sessões de coaching, psicoterapia, meditação, leituras específicas sobre o assunto, ou mesmo pelo simples ato de refletir sobre quem somos (sobre os nossos pensamentos, sentimentos e atitudes).

Você conhece os principais traços da sua personalidade? Reconhece as suas forças e os pontos que ainda precisam de mais desenvolvimento? Sabe quais são as suas prioridades e princípios na vida? Quanto mais você se conectar consigo mesmo, mais estimulará a atuação da sua intuição. Para que os feelings surjam, é essencial que você saiba ouvi-los, e isso exige uma profunda conexão interior.

2. Estude mais sobre a sua profissão

Falando agora sobre a vida profissional, mais especificamente, é muito importante que você nunca deixe de aprender. Toda e qualquer área do conhecimento passa por transformações e descobertas. Para que você seja um profissional competente, deve acompanhar todas essas atualizações.

Como citamos anteriormente, a intuição não é uma substituta à racionalidade, mas um complemento. Por isso, quanto mais você estudar e se informar, mais permitirá que a sua mente, utilizando essas duas forças, consiga encontrar as respostas que você tanto deseja. Portanto, lembre-se: aprender é uma tarefa diária e para sempre!

3. Conheça as decisões da sua rotina

É natural que algumas profissões exijam mais do pensamento intuitivo do que outras. Contudo, conforme citamos acima, o dia a dia de todo e qualquer profissional é marcado por uma série de decisões a serem tomadas, independentemente da área de atuação escolhida. Por isso, reflita sobre o tipo de escolhas que você precisa fazer com frequência em sua rotina de trabalho.

Reflita também sobre os critérios que você precisa estabelecer para fazer a sua escolha. Quanto mais a sua mente se acostumar a esse tipo de decisões e aos seus respectivos critérios, mais ela possibilitará o surgimento de feelings com a resposta. Assim, não fuja das decisões que você precisa tomar. Encare-as como um treinamento constante: quanto mais tomamos decisões, mais desenvolvemos a nossa capacidade de decidir.

4. Aprenda com as experiências do passado

Conforme explicamos, os feelings surgem com base nas memórias registradas em nossa mente. Quando registramos que uma experiência deu certo e que outra deu errado, o cérebro se prepara para gerar intuições, de modo que possamos agir sempre de modo parecido com o que agimos quando fomos bem-sucedidos. Em contrapartida, quando a mente percebe que estamos prestes a seguir aquele caminho que deu errado no passado, surge aquela intuição negativa que nos bloqueia.

Por isso, é importante que sejamos sensíveis a essas percepções e aprendizados. Sempre que aprendemos algo com as experiências negativas, fortalecemos esse mecanismo que tanto nos protege. Isso, portanto, nos ajuda a tomar decisões mais sábias, que nos conduzem a um destino mais feliz. Que você confie em seus feelings e saiba escolher com sabedoria!

E você, se considera uma pessoa intuitiva? De que forma os feelings já lhe ajudaram em algum momento da sua vida pessoal ou profissional? Deixe as suas respostas no espaço abaixo. Além disso, não se esqueça de compartilhar este artigo com quem mais possa se beneficiar deste conteúdo, por meio das suas redes sociais!