As metáforas são figuras de linguagem em que recorremos a outros seres para explicar comportamentos humanos. Assim, é comum usarmos a metáfora de “tal pessoa é um leão” quando queremos dizer que alguém é forte e cheio de energia. Nesse caso, atribuímos as características de um ser não humano a um ser humano, em um mecanismo associativo.

Contudo, também há histórias que são inteiramente metafóricas, pois, de contextos aparentemente simples, são extraídas lições de alta complexidade. Neste artigo, vamos conhecer uma dessas histórias: a metáfora do solo e da semente. Continue a leitura e confira!

A metáfora do solo e da semente

Certa vez, um homem muito simples, que vivia afastado da cidade, se deparou com a necessidade crescente de prover ali­mentos para si e para a sua família. Ele tinha um pedaço de terra, igualmente modesto. Para resolver o problema da escassez, o homem teve uma ideia que lhe pareceu muito boa: decidiu plantar algumas sementes.

O homem pouco sabia daquele ofício, mas imaginou que não houvesse nenhum segredo em lançar algumas poucas sementes no campo, que logo germinariam. Ele, então, tomou as providências para que a sua própria terra o abastecesse com aquilo de que ele tanto precisava: começou a cavar alguns buracos e a colocar neles as sementes. Uma a uma, ele as lançava no solo e as cobria cuidadosamente com terra.

Além disso, o solo foi irrigado com regularidade, tudo como o camponês imaginava ser um processo de plantação. Dia após dia, o homem esperava que as sementes crescessem e que dessem o alimento necessário a ele e à sua família.

Algum tempo depois, alguns pou­cos brotos finalmente surgiram, mas eram fracos, pouco viçosos. Eram alguns poucos raminhos, que logo depois murcharam. O homem ficou mui­to frustrado e não con­seguia acreditar que os seus esforços, na verdade, foram em vão. Ele reclamava:

PSC Renascimento

— Mas eu cavei, semeei e reguei o solo. Fiz tudo direitinho! Por que nada brotou direito?

Outro homem, que escutou o seu lamento, gentilmente perguntou ao dono da terra:

— Você preparou o solo e selecionou bem as sementes?

— Preparar o solo?

— Sim. O solo, tal como você o vê, nem sempre está apto a receber sementes. Ele precisa ser preparado durante algum tem­po. Precisa ser adubado, estimulado, para que receba a semente, plenamente preparado para a germinação. As sementes também precisam ser selecionadas. Cada uma será ideal para um tipo diferente de solo. Você deve tomar esses cuidados, caso contrário, não conseguirá colher os frutos que espera.

Reflexivo, o homem percebeu que havia queimado etapas e que, caso quisesse que a sua terra fosse produtiva, precisaria adquirir mais conhecimentos e planejar melhor a sua plantação.

Qual é a moral da história?

Há diferentes meios pelos quais podemos compreender a metáfora do solo e da semente. Na sequência, você vai conferir 3 interpretações que podem servir como lições para diferentes momentos da vida. Confira e verifique como pode aplicar essas lições na sua trajetória!

1. A pressa é inimiga da perfeição

Cada solo é único. Há sementes que funcionam em alguns terrenos, mas que não funcionam em outros, pois ainda não estão prontos para serem produtivos. Assim também funciona com as pessoas. Os conselhos que damos e os que recebemos nem sempre funcionam, pois os indivíduos são diferentes entre si. Isso é útil inclusive em processos de coaching.

O solo pode ser entendido como o coachee, e as sementes são as sugestões diretas e indiretas que são concedidas. Para alcançar os resultados desejados e sair do ponto A para o ponto B, o coachee tem de estar preparado para recebê-las. Todavia, nem sempre o indivíduo está pronto para compreender os ensinamentos e colocá-los em prática. Assim, precisamos de paciência para aprender e também para ensinar algo às outras pessoas.

2. Soluções nem sempre são universais

Outro item que precisamos aprender é que nem todas as soluções funcionam para todo mundo. O homem da metáfora provavelmente imitou comportamentos que via em outros fazendeiros. No entanto, ele ignorou que a realidade das pessoas pode ser muito diferente.

Por isso, cada indivíduo deve ser compreendido como um universo à parte. Dessa forma, todo processo de coaching ou de psicoterapia, por exemplo, deve, antes de considerar qualquer conselho ou sugestão, mergulhar no universo do indivíduo e compreender a sua realidade. Isso vale para todas as áreas da vida e até mesmo para as empresas. Há diversas ações estratégicas que funcionam milagrosamente em algumas organizações e que não surtem o menor efeito em outras. Assim, conheça a si mesmo ante de tomar qualquer decisão!

3. Achismo não é planejamento

O método utilizado pelo homem da metáfora acima foi o da observação. De fato, observar o que os outros fazem e imitá-los pode ser um bom ponto de partida, mas não podemos nos limitar a isso. Seguir os exemplos alheios é bacana, desde que os compreendamos em profundidade.

Dessa forma, se quisermos alcançar os nossos objetivos, não basta seguir o que vemos os outros fazendo. É preciso investigar melhor, estudar, pesquisar, adquirir conhecimentos e adaptar essas informações à nossa realidade — etapas que faltaram ao homem da história. Não devemos apenas fazer o que “achamos” que vai ser bom. Precisamos de dados mais fidedignos, que de fato evidenciem que aquela ação nos trará bons resultados. Isso minimiza muitos riscos.

A metáfora do solo e da semente, portanto, nos estimula à compreensão da necessidade do estudo, do planejamento, da paciência, do preparo e da importância de não queimarmos etapas. Siga esses aprendizados e coloque-os em prática nas diferentes áreas da sua vida e da sua empresa. Certamente, você alcançará os seus objetivos com muito mais precisão e eficácia!

E você, ser de luz, quais aprendizados extrai dessa metáfora? Como tem colocado essas lições em prática? Contribua deixando o seu comentário no espaço a seguir. Além do mais, que tal levar estas informações a todos os seus amigos, colegas de trabalho, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!