As metáforas são histórias simples, que muitas vezes apresentam aspectos do cotidiano, mas que carregam consigo significados maiores quando as analisamos. Por isso, elas são muito utilizadas para promover reflexões em diferentes contextos e para transmitir determinados ensinamentos e valores.

A metáfora “o presente é o amor” é uma dessas histórias simples, mas que nos convidam a uma reflexão mais profunda, repleta de aprendizados. Preparado para conhecê-la? Então, continue a leitura a seguir e verifique os conhecimentos que você é capaz de extrair dela!

O presente é o amor

O dono de uma loja, apesar de experiente, certa vez se deparou com um fato que o intrigou e, de certa forma, impactou a sua vida para sempre. O que aconteceu foi que um menino pobre, com cerca de 12 anos de idade, vestido e calçado de forma muito humilde, entrou no estabelecimento desse homem e começou a procurar algo para comprar.

Depois de poucos minutos, o garoto fez a sua escolha: um sabonete comum, do tipo mais barato. Então, se dirigiu ao caixa e pediu ao proprietário que embrulhasse o produto porque queria dá-lo de presente.

— É para minha mãe! — disse o freguês, com orgulho.

O homem ficou extremamente comovido diante da singeleza daquele regalo, olhou com piedade para o seu cliente e, sentin­do grande compaixão, teve vontade de ajudá-lo. Pensou que poderia embrulhar, junto com o sabonete, algum artigo mais significativo. En­tretanto, indeciso, ora olhava para o garoto, ora para os artigos que tinha em sua loja. Deveria mesmo tomar aquela atitude? O coração dizia sim, mas a mente dizia não.

PSC Renascimento

O garoto, notando a in­decisão do homem, pensou que ele estivesse duvidando da sua capacidade de pagar pelo produto. Então, o menino colocou a mão no bolso, retirou as moedinhas de que dispunha e as colocou sobre o balcão.

O homem ficou ainda mais sensibilizado quando olhou para as moedas, de valor tão insignificante. Continuava o seu conflito mental. Ver o pouco dinheiro do jovem fez com que ele voltasse ao passado e se lembrasse da sua própria mãe. Ele também fora pobre e, muitas vezes, na sua infância e adolescência, também desejara presenteá-la, mas a sua precária condição financeira tornava isso difícil.

Do outro lado do balcão, o menino começou a ficar ansioso. Alguma coisa parecia estar errada. Por que o homem não embrulhava logo o sabonete? Impaciente, o freguês perguntou:

— Moço, está faltando alguma coisa?

— Não — respondeu o proprietário da loja — é que, de repente, me lembrei de minha mãe, que morreu quando eu ainda era muito jovem. Sempre quis dar um presente para ela, mas, desempregado, nunca consegui comprar nada.

Na espontaneidade, o menino perguntou:

— Nem um sabonete?

O que podemos aprender com a história?

A moral da história é que o nosso melhor é sempre aquilo que podemos fazer. Esperando podermos fazer algo grandioso, deixamos de agradecer, de demonstrar amor. A intenção é maior do que qualquer bem material. Nesse sentido, confira 4 lições que podemos extrair dessa história.

1. Faça o que for possível

Muitas vezes, ficamos parados, sem saber como agir, esperando que possamos fazer algo verdadeiramente grandioso. De fato, qualquer pessoa gostaria de tomar atitudes importantes e de resolver de vez todos os nossos problemas. No entanto, as circunstâncias que não dependem de nós podem limitar o nosso poder de ação. Nesse caso, não desista. Faça o que estiver ao seu alcance. O menino da metáfora pode não dar um presente luxuoso à mãe, mas isso não o impediu de comprar um sabonete.

2. Demonstre os seus sentimentos, mesmo que com simplicidade

Ao contrário do dono da loja, o jovem cliente conseguiu demonstrar o que sentia pela sua mãe, da maneira que podia naquele momento. Assim também deve ser na nossa vida. Devemos manifestar os nossos sentimentos às pessoas amadas. Aqui no blog, já citamos que há 5 linguagens universais do amor. Certamente, você será capaz de selecionar ao menos uma delas para expressar o quanto ama as pessoas ao seu redor. Não há desculpa para não amar, a menos que você deliberadamente não queira.

3. Pare de procrastinar

A procrastinação surge sempre que as pessoas ficam esperando as condições perfeitas para agir. O problema é que essas “condições perfeitas” não existem. Quem espera o momento ideal para agir nunca sai do lugar. O garoto da história poderia ficar anos esperando uma condição financeira melhor para presentear a mãe, mas não haveria necessidade. O dono da loja, por exemplo, não comprou o que podia e, quando pôde, já era tarde demais.

Por isso, o importante é agir da maneira que você puder agora. Aguarde melhores condições, mas não deixe de começar a agir enquanto elas não chegam.

4. Não ligue para a opinião alheia

O garoto humilde da história poderia ficar muito preocupado com os julgamentos que poderia receber ao entrar na loja com roupas simples e pouco dinheiro. Poderia também ficar receoso de ser julgado por presentear a mãe com um sabonete. Todavia, ele desconsiderou todas essas possibilidades. Para ele, era mais importante expressar o seu amor pela mãe do que dar ouvidos à opinião alheia. O mesmo vale para você: foque nos seus objetivos, independentemente do que os outros vão falar.

E você, querida pessoa, consegue extrair da história mais algum aprendizado? Qual dos citados acima você considera o mais importante? Por quê? Deixe o seu comentário no espaço a seguir. Além do mais, que tal levar estas informações a todos os seus amigos, colegas de trabalho, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!