Todo mundo tem medo. Um animal feroz, uma multidão aguardando o seu discurso e uma agulha de injeção — todos esses fatores despertam essa emoção em maior ou em menor grau em qualquer indivíduo. É uma reação natural do ser humano, de modo que precisamos aprender a lidar com ela.

Se alguém lhe disser que não tem medo de nada, nem ouse acreditar. Aliás, sentir medo não é vergonha alguma. A questão é o que fazemos com essa emoção. O seu medo tem auxiliado você ou tem lhe paralisado diante dos seus caminhos? Para ajudar você nesta reflexão, continue a leitura a seguir!

O que é o medo?

Como citamos, o medo é uma reação normal de qualquer pessoa. Na verdade, ele é um mecanismo evolutivo para que as pessoas consigam se proteger diante de riscos de vida ou que possam provocar algum tipo de sofrimento.

No entanto, precisamos entender que existem diferentes tipos de medo. Se você caminha por uma trilha e se depara com uma cobra, o medo fará com que você se afaste o mais rápido possível do animal. No entanto, se o seu medo é de abrir um negócio próprio, por exemplo, não é fugindo dele (como se foge de uma cobra) que você vai lidar com a questão, não é mesmo? São situações completamente diferentes!

Diante de uma ameaça como a cobra, é natural que as pessoas saiam correndo. Contudo, diante do medo de fazer alguma atividade que pode ser benéfica para você, não devemos fugir ou paralisar, mas sim racionalizar os riscos aos quais estamos expostos e superar essa emoção.

Racionalizando o medo

Digamos que você esteja com medo de empreender. De fato, abrir um negócio próprio tem os seus riscos. Será que as pessoas vão gostar do seu produto? Será que você será capaz de se comunicar bem para atrair clientes? Será que você conseguirá administrar com competência as suas finanças? Será que você terá que contratar novos colaboradores?

PSC Renascimento

É natural que essas questões apareçam. Em um caso como esse, é preciso racionalizar, ou seja, utilizar a razão para responder a cada um desses questionamentos. Assim, ofereça o seu produto a alguns conhecidos para saber como é a sua taxa de aprovação. Estude sobre marketing e comunicação empresarial para que você possa fazer um bom uso dos canais de comunicação que existem. Contrate funcionários competentes nas áreas que você não domina, sobretudo nas finanças.

Abrir uma empresa é diferente de se deparar com uma cobra na estrada. As duas situações despertam o medo, mas você tem muito a ganhar se enfrentar esse medo de abrir a empresa. O mesmo não pode ser dito da cobra: você não tem nada a ganhar se enfrentá-la, muito pelo contrário: isso só vai aumentar o perigo.

Os medos mais comuns

Como é possível perceber, é importante compreender que existem diferentes tipos de medo. Em alguns deles, só temos mesmo que evitá-los. Contudo, há outras ocasiões em que realmente temos muito a ganhar se aprendemos a lidar com esse sentimento. A superação desse segundo tipo de medo é o que nos faz crescer pessoal e profissionalmente.

Ainda nessa segunda categoria, podemos elencar os medos mais comuns e por que devemos aprender a lidar com eles. Confira-os na sequência!

1. O medo de errar

Esse é um tipo de medo muito comum, especialmente quando estamos diante de uma situação nova em nossas vidas. Na verdade, era esse o tipo de medo que invadia o seu ser quando a professora falava o seu nome e pedia para que você desse a sua resposta na correção da lição de casa. No entanto, a ideia era que, se você errasse, a professora o corrigisse, e não que o ridicularizasse ou o punisse por não ter dado a resposta correta.

Assim é na vida. Você deve entender que o erro é uma fonte de aprendizado, pois ele indica o que você não deve mais fazer, recalculando a sua rota até encontrar uma resposta mais favorável. Portanto, não o entenda como um tempo perdido, mas como um momento de aprimoramento das suas técnicas e conhecimentos. Dessa forma, a identificação precoce de um erro é, na verdade, uma etapa rumo ao sucesso. Muita gente bem-sucedida afirma que não teria chegado aonde chegou se não tivesse cometido certos erros.

2. O medo de sair da zona de conforto

“Zona de conforto” é uma expressão utilizada para designar as atividades com as quais já estamos acostumados e em que já temos experiência. Assim, um jornalista que sempre fez a cobertura da área de esportes a tem como zona de conforto. Contudo, se um dia ele for convidado para cobrir política ou economia, ele precisará sair dessa zona.

Sair da zona de conforto é um desafio, pois demanda que nos deparemos com situações com as quais não estamos acostumados. Contudo, desde que tenhamos boa vontade para aprender coisas novas e ampliar as nossas habilidades, podemos nos adaptar à nova realidade. Por isso, cada vez que uma pessoa sai de sua zona de conforto e aprende a caminhar por territórios desconhecidos, essa pessoa está, na verdade, expandindo a sua zona.

Hoje em dia, esse processo é fundamental, pois precisamos deixar o comodismo de lado, caso contrário, pessoas e empresas concorrentes podem crescer sobre nós. Portanto, sempre é tempo de atualizar-se, aprender coisas novas e acompanhar as mudanças que ocorrem no mundo.

3. O medo de mostrar-se vulnerável

Mostrar-se vulnerável significa que você está disposto a correr riscos, a cometer erros e a aprender com eles. Muita gente acredita que isso seja um sinal de fraqueza, o que não é verdade. As pessoas que admitem a sua vulnerabilidade são mais cuidadosas e humildes, colocando-se sempre à disposição para aprender tudo o que for preciso para que prosperem.

As pessoas que combatem a vulnerabilidade a todo instante, porém, são inflexíveis e fazem o possível para manter a imagem de força. Por isso, evitam sair da zona de conforto, evitam cometer erros e se recusam a compreender que qualquer jornada é feita de altos e baixos. Todavia, há alguns aprendizados que só são possíveis quando abraçamos a nossa vulnerabilidade e entendemos que os obstáculos apenas servem para desenvolver habilidades e tornar ainda maiores as nossas vitórias.

Como você pode perceber, o medo faz parte de toda trajetória humana. A questão é que, embora alguns deles nos mostrem aquilo que deve ser evitado, há outros que apenas indicam que precisamos desenvolver novas habilidades e adquirir novos conhecimentos para que possamos lidar melhor com essas situações.

Por isso, saiba separar essas duas categorias. Quando o assunto é a realização dos seus sonhos, não fuja dos seus medos. Estude e prepare-se para que as suas forças pessoais superem esses receios.

E você, querida pessoa, como tem lidado com os seus medos? Eles te paralisam ou te motivam a crescer? Deixe o seu comentário no espaço a seguir. Por fim, que tal levar esta reflexão a todos os seus amigos, colegas, familiares e a quem mais possa se beneficiar dela? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!