A realidade de uma pessoa pode ser completamente diferente da realidade de outra. No entanto, o fato é que cada um precisa viver a sua. Sonhar e almejar uma vida melhor é maravilhoso, mas isso não significa que devemos ignorar a vida que temos atualmente ou pensar que nada do que já vivemos é positivo.

Na verdade, quem mais ama a sua realidade atual e manifesta gratidão pelo que já conseguiu é quem mais consegue alcançar os seus objetivos e cocriar a realidade desejada. Quer saber como isso funciona? Então, acompanhe-nos na reflexão a seguir!

Realidades distintas

Para a autora do livro “Ame a Realidade” e da teoria “O Trabalho”, Byron Katie, existem 3 tipos de realidades distintas: a minha, a sua e a que está “acima de nós”; que é aquela que está fora do nosso controle. Por isso, quando vivemos a realidade dos outros, e não a nossa, acabamos perdendo o nosso foco e sofrendo por fatos externos.

Vivemos o contexto do outro quando, por exemplo, projetamos as nossas vontades nele (Eu quero que você seja feliz. Quero que arranje um bom emprego. Quero que você faça isso e não aquilo…). Vivemos a realidade “acima de nós” quando nos preocupamos demasiadamente com acontecimentos que não dependem das nossas atitudes, a exemplo dos fatores climáticos (tornados, enchentes, alagamentos) e até mesmo da morte.

Portanto, se estamos conectados à realidade dos outros ou à realidade dos fatos, não conseguimos encontrar tempo ou sentido para nos conectarmos com nós mesmos. Compreender isso é essencial, pois não temos como mudar a forma de ser, pensar e agir do outro para que a nossa realidade seja diferente. Nós só podemos mudar o que realmente está sob o nosso alcance!

Foque na sua realidade e viva melhor

O grande erro na busca pela felicidade está em querer que os outros atendam às nossas necessidades humanas e em transferir, para essas pessoas, a responsabilidade de conduzir a nossa própria história.

PSC Renascimento

Então, se a sua mãe, pai, irmãos, cônjuge ou filhos não lhe tratam exatamente como você gostaria, os sentimentos que experimenta a partir disso são as suas projeções mentais, pois você está vivendo a vida do outro, enquanto, na verdade, deveria estar focado na sua própria existência, aqui e agora.

O que Katie quis dizer ao trazer essa ideia é que; quando vivemos as emoções, reações e sentimentos alheios; não damos espaço para experimentarmos as nossas reais sensações, e sermos independentes da realidade do outro e da realidade que está acima de nós.

A intenção dessa reflexão é que a pessoa possa trabalhar a sua realidade e fazer o que é melhor para ela, e não ficar tentando resolver os problemas do outro, pela pessoa. Entender quais são os 3 tipos de realidades é essencial para evitarmos desequilíbrios, exaustão, tensão e cansaços decorrentes de situações que não precisam ser experimentadas.

Não viva a realidade do outro

Entenda que você não pode controlar a atitude, o pensamento, o sentimento e o comportamento do outro. Isso inclui os seus pais, filhos, amigos, funcionários, chefes, colegas, e por aí vai. Não há como prever ou determinar como essas pessoas vão agir. Dessa forma, a única coisa que você pode de fato fazer é sugerir e aconselhar, mas não obrigar ninguém a nada.

Adquirir essa consciência é algo muito libertador. Ela nos leva a focar apenas no que de fato depende de nós. Você não pode controlar como o outro vai agir, mas certamente pode controlar como você vai reagir diante de tudo isso.

Além disso, viver a realidade do outro também envolve o tempo que passamos nas redes sociais ou conversando sobre a vida alheia. Nesse ambientes, nós só temos acesso àquilo que os outros nos permitem ver. É isso o que gera aquela sensação de que a vida dos outros é só alegria, o que não é verdade. Por isso limite o tempo que você passa nesse tipo de rede e falando sobre esses assuntos.

Não queira controlar o que não está ao seu alcance

Assim como não devemos viver a realidade do outro, também não devemos viver a realidade que está “acima de nós”, nas palavras de Byron Katie. Isso serve como um poderoso lembrete de que há uma série de circunstâncias na vida que simplesmente não estão sob o nosso controle.

Você consegue controlar o clima do seu país? A situação financeira da empresa em que você trabalha (a não ser que seja sua)? O surgimento de uma pandemia? O preço dos alimentos no mercado? Certamente não, pois nada disso depende de você. Você pode comprar um guarda-chuva, mas não decide se vai chover ou não.

Essa noção é muito positiva do ponto de vista psicológico. Ela nos ajuda a compreender que não dá para controlar tudo, o que ameniza a nossa ansiedade. É como diz a oração da serenidade: devemos ter “serenidade para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir umas das outras”.

Conclusão

Desse modo, como Byron Kate sugere, da próxima vez que você se sentir estressado ou descontente, antes de explodir, questione-se: nos assuntos de quem eu estou? Essa resposta pode trazer você de volta para a sua própria realidade e vai ajudá-lo a eliminar perturbações, fadigas e uma nova frustração para a sua lista.

Por isso mesmo, em toda situação de conflito, antes de reagir, sempre se pergunte em qual realidade você está naquele momento (na sua ou na do outro?) e permita-se desconectar-se do que não é seu. E lembre-se: isso de forma alguma deve ser encarado como egoísmo, mas sim como uma poderosa forma de autopreservação. Cuide de si mesmo!

E você, ser de luz, está vivendo em qual realidade? Na sua? Na do outro? Ou naquela dos fatores que não dependem de você? Deixe o seu comentário no espaço a seguir. Além do mais, que tal levar estas informações a todos os seus amigos, colegas de trabalho, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!