Saber a hora de desistir é imprescindível em diferentes aspectos da vida, desde um relacionamento amoroso que não tem base para se manter em longo prazo, até um emprego que não te satisfaz e não oferece oportunidades de crescimento. Deixar algo pelo qual se batalhou para trás pode ser bastante desafiador, porém, muitas vezes, é necessário para preservar o seu equilíbrio emocional e evitar outros tipos de prejuízos.
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Como saber qual é a hora de desistir?
Em um mundo que parece projetado para os persistentes, pode ser complicado ser aquele que desiste, principalmente porque existe a ideia de que desistir é ruim, um ato de covardia. No entanto, será que vale mesmo a pena se manter correndo atrás de algo que não tem chances de dar certo? Antes de qualquer coisa, quero destacar que desistir não é sinal de fraqueza e, em muitos casos, é uma grande demonstração de inteligência e assertividade.
Obviamente, cada caso é um caso, mas existem tópicos que podem ser usados para analisar uma situação, determinando se chegou o momento de esquecê-la e, então, partir para uma nova empreitada. A seguir, vou explicar com mais detalhes como identificar a hora de desistir.
1 – Reflita sobre o que você realmente deseja
O ser humano por natureza gosta de ter certezas e isso pode fazer com que as pessoas se mantenham em um relacionamento, em um emprego, em uma carreira ou em qualquer outra situação de estabilidade somente para não ter que enfrentar incertezas. Dessa forma, é essencial se questionar constantemente a respeito dos seus desejos em relação às diferentes esferas de sua vida, para que entenda se está realmente satisfeito ou apenas com receio do novo.
Vale dizer que, a todo o momento, os indivíduos estão propensos a mudarem de opinião e direcionarem o seu querer para outro foco. Então, aquilo que você desejava ardentemente no mês passado pode ter mudado. A pergunta chave é se você está pleno em relação às suas decisões, se houver qualquer coisa que pareça fora do lugar, tire um tempo para refletir. Alguém que tem a certeza de que quer aquilo que tem no momento, não terá a sua plenitude abalada.
2 – Compare os seus desejos com as possibilidades reais
No tópico acima, mencionei a importância de entender se aquilo que se tem no presente é o que deseja para o seu futuro. Se você está pleno com a sua escolha, chega o momento de observar se existe alinhamento entre o seu querer e a realidade. Por exemplo, uma pessoa que está iniciando um relacionamento amoroso com o desejo de se comprometer, deve analisar se o parceiro também tem esse desejo.
No caso de a outra pessoa estar em uma fase em que não quer nada sério com ninguém, haverá um choque de vontades, o que possivelmente irá deixar um coração partido. Será que vale mesmo a pena persistir na construção de uma relação que não tem o futuro esperado?
Outro bom exemplo é o de alguém que está há cinco anos em um emprego e não pensa em sair da empresa atual para não “perder” esse tempo, mas que sabe que não há oportunidades concretas de promoção pelos próximos anos. Novamente vem o questionamento, será que vale a pena persistir e continuar em um lugar em que irá se manter estagnado?
3 – Analise os potenciais danos
Após a leitura do segundo tópico, você ficou pensativo sobre desistir de uma situação que não se mostra potencialmente positiva no futuro? Se isso aconteceu, mas ainda há muitas dúvidas, saiba que é totalmente normal e que a dica é fazer uma análise dos danos que a desistência poderá causar. Deixar a situação atual trará algum prejuízo para a sua vida? Qual? Se houver planejamento os riscos poderão ser minimizados?
Se possível, anote em forma de lista os prós e os contras de desistir, para poder fazer uma comparação mais assertiva. No fim desse balanço, será mais fácil determinar se a desistência é a melhor saída agora, se você deve esperar mais um pouco ou se o melhor é persistir. Como já disse anteriormente, cada caso é um caso e, portanto, não existe uma resposta certa para todos.
4 – Você está pronto para sair da zona de conforto
Desistir de algo implica em uma mudança que certamente irá te tirar, mesmo que apenas um pouco, da sua zona de conforto. Afinal, irá abrir mão de uma parte da sua vida que acredita que não está agregando para a sua felicidade e/ou desenvolvimento. Quem se sente preparado para se reinventar e enfrentar a perda daquilo a que está renunciando, consegue se restabelecer em menos tempo do que o esperado.
Se você tem medo de mudanças, sugiro que reflita se a sua zona de conforto é realmente tão confortável assim. Afinal de contas, manter-se em um relacionamento ou em uma posição que não te oferece tudo o que deseja e/ou merece não é conforto e sim comodismo. Pense bem, a sua satisfação deve vir sempre à frente, pois de nada adianta estar em uma situação cômoda se ela não te faz se sentir orgulhoso de seus feitos.
5 – Você não tem mais entusiasmo
Quando alguém está feliz e satisfeito com o que está fazendo, se mantém feliz e entusiasmado. Ao perceber que a sua alegria vem diminuindo consideravelmente quando se dedica à situação em questão, considere que o mais saudável para o seu emocional pode ser desistir. Mais uma vez cito o comodismo como um vilão para a vida de qualquer pessoa, não deixe que seu medo de arriscar o mantenha estagnado.
Por mais que uma mudança se mostre assustadora no início, todo o seu esforço será recompensado, porque abrirá um espaço em sua vida para novas experiências, novos relacionamentos, novos aprendizados. Portanto, não permita que o medo de tentar te limite, mostre a si mesmo que tem capacidade para seguir caminhos diferentes. Um dia, irá agradecer por ter tomado uma atitude.
Você acha que chegou a hora de desistir? Não tenha receio de deixar algo para trás, pois essa é uma oportunidade para fazer algo novo, se redescobrir, ousar e ir além!
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