Se existe uma coisa que marca a vida de qualquer pessoa, com certeza, é um trauma psicológico. Em decorrência de abusos ou violências sofridas na infância e na adolescência ou de acontecimentos negativos na vida adulta, eles sempre marcam a vítima de forma profunda e dolorosa. Quando não são adequadamente tratados e superados, acabam afetando a sua saúde física, mental e emocional por muito tempo.

Neste artigo, vamos entender o que é um trauma, quais são as suas consequências e como podemos lidar melhor com eles. Para saber mais sobre o assunto, é só dar continuidade à leitura a seguir!

O que é um trauma?

De acordo com a psicologia, o trauma é uma resposta emocional manifestada por um indivíduo que vivenciou uma situação muito impactante, de forma negativa. Isso deixa feridas na memória e até mesmo na identidade de uma pessoa, que não sabe como lidar com aquelas lembranças e que tem as suas atitudes modificadas a partir de então. Isso compromete até mesmo a sua qualidade de vida diária.

Perdas de pessoas queridas de forma repentina ou violenta, traições, agressões de natureza sexual ou psicológica, agressões físicas, torturas, brigas, crises financeiras, demissões, exposições a atos vergonhosos, acidentes domésticos, ataques de animais, acidentes de trânsito, desastres naturais e episódios de violência urbana (como assaltos e sequestros) são exemplos de acontecimentos que podem nos causar traumas psicológicos graves.

Quais são as consequências da vivência de um trauma?

Esses eventos traumáticos, em maior ou menor proporção, acabam deixando a pessoa mais vulnerável emocionalmente e exposta aos demais danos decorrentes do tipo de agressão por ela sofrida. Isso acaba afetando a sua vida pessoal e profissional, como também as suas relações interpessoais, familiares e afetivas.

Se não bastasse tudo isso, existe também o que chamamos de memória traumática, elemento que faz o indivíduo reviver repetidas vezes as situações que causam dor, medo, tristeza e lhe traumatizaram. Essa lembrança não vem sozinha: geralmente, a pessoa revive também as sensações, sentimentos, angústias, dores físicas e perturbações que aquele momento tão ruim lhe causou.

PSC Renascimento

Quando vivenciados de forma recorrente, esses episódios resultam em uma doença psiquiátrica chamada TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático). Trata-se de um quadro muito desagradável, que compromete a qualidade de vida do indivíduo e que, por isso, demanda um tratamento adequado imediatamente.

Esses sintomas físicos e psicológicos fazem com que algumas pessoas deixem de se expor a situações em que aquele trauma possa ser vivenciado novamente. É o caso de alguém que sobreviveu a um acidente de carro, mas que tem medo de entrar novamente nesse tipo de veículo ou de dirigi-lo. Assim, a pessoa deixa de fazer atividades até mesmo rotineiras, pois sente muito medo de reviver aquela situação desagradável.

Quais são os exemplos mais comuns de traumas psicológicos?

  • Fobia social e afastamento das pessoas;
  • Dificuldades de se relacionar afetiva e sexualmente;
  • Medo de animais, como cobras e cães;
  • Agressividade ou passividade em demasia;
  • Medo de dirigir, utilizar transporte público ou de andar de avião;
  • Dificuldade de confiar novamente nas pessoas;
  • Pavor de locais fechados ou com aglomeração de pessoas;
  • Constante estado de alerta, depressão e ansiedade.

Quais são os sintomas mais comuns nesses quadros?

A seguir, confira uma lista com os sinais mais frequentes de traumas. Não necessariamente a pessoa apresenta todos, mas, com alguns deles, os médicos e psicólogos podem diagnosticar o quadro e compreender a situação em que o indivíduo se encontra. Isso é determinante para que o tratamento mais apropriado seja executado.

  • Sofrimento psicológico ou físico ao lembrar-se do evento;
  • Flashbacks, como se o ocorrido estivesse sendo revivido;
  • Lembranças involuntárias perturbadoras;
  • Sonhos perturbadores sobre o evento traumático;
  • Evitação de pensamentos e lembranças associadas;
  • Evitação de locais, conversas, pessoas ou situações associadas;
  • Perda de memórias relacionadas ao evento;
  • Vivência de emoções predominantemente negativas;
  • Expectativas negativas persistentes sobre si ou sobre os outros;
  • Sentimento de culpa sobre as causas ou consequências do trauma;
  • Perda de interesse em atividades cotidianas;
  • Sensação de distanciamento em relação a determinadas pessoas e/ou situações;
  • Irritabilidade e impaciência acentuadas;
  • Problemas para concentrar-se;
  • Hipervigilância (alerta aumentado a tudo o que se passa ao redor da pessoa);
  • Dificuldades para adormecer ou permanecer dormindo.

Como podemos superar o trauma psicológico?

Lidar sozinho com um trauma psicológico não é uma tarefa simples, pois exige, em primeiro plano, que o indivíduo assuma e entenda que tem um problema que está afetando a sua vida e limitando-o emocional, mental e fisicamente. Para passar por esse processo e dar início ao tratamento, é essencial que a pessoa traumatizada tenha o acolhimento, o apoio e o respeito de sua família e dos seus amigos para conseguir ter uma vida mais próxima o possível do normal.

Nesse sentido, buscar assistência especializada (médicos, grupos de apoio, especialistas no tratamento de traumas) também é muito importante, uma vez que, em muitos casos, é necessário fazer intervenções, inclusive medicamentosas.

As medicações têm uso controlado e precisam ser prescritas por um médico psiquiatra. Além disso, a psicoterapia se faz necessária, de modo que a pessoa aprenda técnicas para administrar os picos de ansiedade e consiga, gradativamente, se expor às situações que lhe causam sofrimento e recuperar a normalidade do seu dia a dia.

Portanto, se você também passou por uma experiência traumática e até hoje sofre as suas consequências, procure ajuda, fale sobre o problema e comprometa-se em fazer o seu melhor para eliminá-las. Pode ser que você se não esqueça nunca do que passou, entretanto, aprender a conviver e a lidar com isso tudo vai ajudá-lo a ter mais qualidade de vida e a seguir em frente, sem maiores danos e sofrimentos. Permita-se!

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