É chamado de sístole o movimento de contração do coração, quando o sangue é bombeado para o corpo, e de diástole, o contrário, quando o coração se dilata e se enche de sangue para poder contrair-se novamente e continuar os batimentos.

Esse processo é natural e se intercala: sístole, diástole, sístole, diástole, sucessivamente, por toda a vida. Mas há pessoas que apresentam uma sístole extra, antes da diástole, ou seja, uma contração a mais no músculo cardíaco — problema chamado extrassístole. Mas como isso ocorre? Por quê? O que tudo isso tem a ver com a ansiedade? É o que você vai conferir no artigo a seguir. Continue a leitura e saiba tudo sobre o tema!

O que é extrassístole? Por que ela ocorre?

A extrassístole ocorre quando o coração se contrai antes do que seria esperado para o próximo batimento, causando o bombeamento de uma menor quantidade de sangue. Em consequência, na próxima sístole, há uma “compensação” com maior quantidade de sangue do que o normal, gerando desconforto.

Existem inúmeras causas para esse tipo de ocorrência. Na maioria das vezes, trata-se de algo pontual, que não é motivo para alarme, mas pode também ser indicativo de alguma complicação cardíaca mais grave. É sempre importante considerar uma checagem com um especialista.

O que as extrassístoles têm a ver com a ansiedade?

A relação das extrassístoles com a ansiedade pode ser de causa, efeito ou ambos. Por mais que os sintomas mais comuns sejam eminentemente físicos — falta de fôlego, suores, dores no peito e fadiga —, há também aqueles que envolvem sensações psicológicas, como a ansiedade. Ao mesmo tempo, a ansiedade pode também gerar algumas alterações no ritmo cardíaco, como as extrassístoles.

É importante ter em mente que a extrassístole não é em si uma doença nem necessariamente um sintoma de doença — embora possa sê-lo —, podendo indicar, inclusive, uma reação normal do corpo a determinados estímulos do ambiente, como um susto, por exemplo. Outras possíveis causas são: estresse emocional, bebidas alcoólicas, drogas, privação de sono etc.

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Às vezes, o desconforto de uma extrassístole causada por ansiedade pode gerar ainda mais ansiedade. Nesses casos, é conveniente lembrar que a grande maioria dos casos de extrassístole são pontuais e não indicam necessariamente problemas cardíacos — pensamento que pode dar algum grau de tranquilidade à pessoa e interromper o ciclo negativo de desconforto e ansiedade.

O que fazer diante desse quadro?

O mais indicado, sem dúvidas, é investigar quais são os motivos — tanto da extrassístole quanto da ansiedade. Sobre a primeira, pode haver necessidade de acompanhamento médico, junto de um cardiologista. O eletrocardiograma, entre outros exames, pode ser solicitado. Sobre a segunda, podem ser necessárias avaliações de psicólogos ou até de psiquiatras, mas, assim como no caso da primeira, é possível que baste a busca pelo autoconhecimento.

Caso não haja nenhuma raiz fisiológica para os desconfortos — mais uma vez, isso precisa, se recorrente, ser investigado por um médico —, vale olhar para como funciona a ansiedade e buscar uma mudança de pensamento ou de atitude para enfrentá-la, acalmando a mente e o coração.

Como a ansiedade pode nos prejudicar?

A ansiedade se caracteriza pela sensação de impotência, medo, incerteza diante do que virá a acontecer. Não é exagero dizer que os seres humanos são incrivelmente adaptáveis e flexíveis, e, além do raciocínio e da capacidade de calcular antes de agir, são dotados de uma característica: alguns chamam de intuição, outros de sensibilidade, que pode trabalhar em conjunto com as outras.

Assim, a ansiedade em si não é um problema. É altamente adaptativo e funcional pensar no que pode dar errado no futuro para que possamos agir, no presente, a fim de evitar que esses pensamentos se concretizem. Sem ansiedade, você não olharia para a rua antes de atravessá-la, por exemplo.

O problema ocorre quando a ansiedade aparece de forma constante, em intensidade elevada ou em frequência desnecessária. A pessoa se sente ansiosa mesmo em contextos que não são tão graves quanto parecem ou de forma excessivamente intensa. Nesses casos, temos um transtorno, que precisa ser investigado e tratado pelos médicos psiquiatras e psicólogos.

Como podemos amenizar a ansiedade?

Se os casos de extrassístoles podem ser desencadeados pela ansiedade, podemos colocar em prática algumas dicas, de modo a administrar melhor esse sentimento:

  • Organize a sua rotina diariamente. Tenha uma agenda;
  • Invista no autoconhecimento para apurar as origens dessa ansiedade — a leitura, o coaching e a psicoterapia são muito indicados nesse sentido;
  • Converse consigo mesmo sobre os seus pensamentos e sentimentos, mas não se cobre demais. Abandone o perfeccionismo e abrace a sua natureza humana;
  • Adote a prática da respiração diafragmática;
  • Desconfie dos seus pensamentos negativos — tentando nos proteger, a mente cria cenários terríveis, mas que dificilmente vão se concretizar;
  • Hidrate-se adequadamente e invista nos chás relaxantes. Evite a cafeína e os refrigerantes;
  • Inclua na sua dieta os alimentos ricos em triptofano, como peixes, castanhas, ovos e chocolate amargo;
  • Pratique atividades físicas com regularidade — com autorização do médico cardiologista, no caso de extrassístoles;
  • Tenha hobbies e atividades prazerosas;
  • Afaste-se, quando possível, dos gatilhos para a sua ansiedade;
  • Pratique a meditação mindfulness para focar no momento presente;
  • Conviva mais com quem lhe faz bem e limite o convívio com pessoas muito negativas;
  • Evite o álcool e as drogas — eles até podem amenizar a ansiedade momentaneamente, mas podem agravar a ansiedade logo em seguida;
  • Tenha um sono de quantidade e qualidade suficientes;
  • Vivencie a sua fé e a sua espiritualidade, caso isso seja relevante na sua vida;
  • Procure ajuda médica e psicológica.

Olhar para o futuro com confiança em si mesmo não é uma atitude ingênua ou desinformada. É um reconhecimento das características incríveis que, de fato, constituem todos os seres humanos. Somamos a isso as habilidades particulares de cada um e temos verdadeiramente inúmeras possibilidades de prosperar diante do futuro. A nossa reação fisiológica é muito diferente diante de algo que identificamos como ameaça da reação que temos quando identificamos algo como desafio.

E você, ser de luz, como tem cuidado da sua ansiedade e da sua saúde do coração? Deixe o seu comentário no espaço a seguir. Além do mais, que tal levar estas informações a todos os seus amigos, colegas de trabalho, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!