Tirar sarro, zoar ou brincar de forma maldosa são apenas maneiras diferentes de dizer a mesma coisa: praticar bullying. Embora nem sempre o nome tenha sido esse, é fato que o bullying é um tipo de agressão física, psicológica ou verbal que existe há muito tempo. Se você teve a sorte de não ter sido vítima, provavelmente conhece ou ouviu falar de alguém que foi.
O primeiro passo para saber mais sobre esse assunto é buscar por informações de órgãos sérios, que podem trazer dados a respeito do cenário brasileiro. Por isso, neste artigo, vamos mostrar alguns resultados de pesquisas que são preocupantes, mas que merecem relevância, pois os casos não podem crescer. Vamos conferir também alguns meios de superar o trauma do bullying e preveni-lo. Continue lendo para conferir!
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O que é bullying?
O bullying é um comportamento agressivo, repetitivo e intencional, praticado com o objetivo de intimidar, humilhar ou prejudicar outra pessoa. Diferentemente de um conflito casual, o bullying envolve um desequilíbrio de poder, em que a vítima tem dificuldade em se defender.
Ele pode assumir diversas formas:
- Físico: agressões, empurrões;
- Verbal: insultos, xingamentos, comentários ofensivos;
- Psicológico/emocional: exclusão social, intimidação, difamação, boatos, fazer a vítima se sentir inferior;
- Cibernético (cyberbullying): agressões virtuais por meio de redes sociais ou mensagens.
Os efeitos para a vítima são devastadores, causando danos à saúde mental, como ansiedade, depressão e baixa autoestima. É um problema social sério, que exige atenção e combate em diversos ambientes, como as escolas e locais de trabalho.
Em que contextos essa violência costuma ocorrer?
A resposta para a pergunta acima é simples: nas escolas, embora também possa ocorrer em outros contextos mais adultos, como no trabalho. A escola é um dos lugares onde o bullying é ainda muito presente, mas nem sempre discutido ou mesmo levado ao conhecimento dos pais ou responsáveis legais. Essa falta de reação pode trazer consequências sérias.
O constante contato das crianças e adolescentes com a violência pode agravar os problemas relacionados à autoestima, inferioridade e falta de amor-próprio. Também pode causar medo por conta da falta de segurança física, quando há agressões desse tipo. Além disso, há a possibilidade de o ato agressivo impactar o desempenho escolar.
No fim das contas, caso não seja tratado por profissionais especializados, os casos de bullying podem influenciar negativamente a vida adulta, comprometendo a carreira, e a vida social e pessoal.
Para você ter uma ideia, de acordo com o “Diagnóstico Participativo da Violência nas Escolas”, 69% dos estudantes brasileiros afirmam ter presenciado alguma situação relacionada a violência na escola. Ainda segundo o “Programa Internacional de Avaliação de Estudantes” (Pisa) 2015, 1 em cada 10 alunos do Brasil já foi vítima de bullying.
Os alarmantes dados acima significam que muitos dos jovens alunos do país já viram algum cenário de violência que não deveria acontecer em lugar nenhum, ainda mais na escola. As situações podem ter envolvido intolerância religiosa ou política, preconceito com gênero, orientação sexual ou cor da pele e tantas outras formas de repressão que o ser humano pode demonstrar por meio de palavras ofensivas ou comportamentos agressivos.
Por conta desse grave cenário, em 2016, entrou em vigor a Lei nº 13.185, que afirma que o bullying é uma prática que consiste em intimidação sistemática, tanto para quando há violência física, quanto psicológica, por meio de atos de humilhação ou discriminação.
O que as vítimas devem fazer para superar o trauma do bullying?
- Buscar apoio profissional (psicólogo, terapeuta): a terapia permite processar o sofrimento, ressignificar os traumas e reconstruir a autoestima.
- Compartilhar experiências com pessoas de confiança: familiares, amigos e grupos de apoio podem auxiliar, evitando o isolamento e validando sentimentos.
- Participar de grupos de suporte ou terapia coletiva: nesses encontros, outras vítimas compartilham relatos semelhantes, o que ajuda a reduzir a sensação de “solidão” no trauma.
- Reconectar-se com atividades que promovam bem-estar: hobbies, esporte, arte, autocuidado e outras atividades ajudam a reconstruir a identidade, a resiliência e a autoconfiança.
- Estabelecer limites saudáveis: pode ser necessário evitar ou se afastar de ambientes e pessoas tóxicas, além de priorizar os relacionamentos positivos.
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O que a sociedade deve fazer para evitar que esse problema continue?
- Promover educação e conscientização sobre o que é bullying e quais são os seus efeitos e impactos. Isso deve ser feito nas escolas, nas famílias, nas empresas e nas comunidades, de modo a tornar o tema visível e fiscalizável.
- Oferecer canais seguros e acessíveis de denúncia e acolhimento, garantindo que as vítimas tenham um espaço para falar e receber suporte sem medo ou vergonha.
- Investir na capacitação de educadores, líderes e profissionais, a fim de reconhecer os sinais de bullying e intervir de forma adequada, promovendo uma cultura de respeito e empatia.
- Criar políticas institucionais (nas escolas, empresas, clubes etc.) com regras claras contra o bullying, procedimentos de prevenção e medidas de apoio estruturado às vítimas.
- Estimular a construção de redes de suporte comunitário, com espaços de escuta, grupos de apoio e campanhas de valorização do respeito às diferenças.
Em conclusão, superar o trauma do bullying é um processo que exige tempo, apoio emocional e ambientes acolhedores. Quando a vítima é ouvida, validada e amparada, ela gradualmente recupera a segurança interna e a confiança em si. Paralelamente, cabe à sociedade assumir a responsabilidade de criar espaços mais empáticos, seguros e inclusivos. A transformação acontece quando cada indivíduo compreende o seu papel na prevenção do bullying e na construção de relações mais humanas!
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FAQ – Perguntas frequentes sobre bullying
1. Por que o bullying causa traumas tão duradouros?
O bullying compromete a autoestima, a segurança emocional e a percepção de valor das pessoas. Como ocorre de forma repetida, ele gera um medo constante, com vergonha e sensação de impotência. Assim, a vítima pode internalizar as agressões, acreditando que algo está errado com ela. Sem um apoio adequado, esses impactos se acumulam e podem resultar em ansiedade, depressão, isolamento e dificuldade de confiar nas pessoas, prolongando o trauma por muitos anos.
2. Quais são os primeiros passos para uma vítima superar o trauma do bullying?
O primeiro passo é reconhecer que o que aconteceu não foi culpa dela. Em seguida, buscar ajuda psicológica é fundamental para compreender as emoções, ressignificar os fatos e reconstruir a confiança. Conversar com pessoas de apoio, praticar o autocuidado e desenvolver novas atividades que tragam prazer e pertencimento também ajudam a fortalecer a autoestima. Assim, a combinação entre o suporte emocional e ambientes seguros acelera significativamente o processo de cura.
3. Como a família e os amigos podem ajudar alguém a superar o trauma do bullying?
O apoio afetivo é essencial. Por isso, os familiares e amigos devem ouvir sem julgamentos, validar o sofrimento e demonstrar disponibilidade. Além disso, é importante evitar minimizar o ocorrido e, ao mesmo tempo, incentivar a busca por ajuda profissional. Criar um ambiente acolhedor, reforçar as qualidades da vítima e ajudá-la a retomar as atividades sociais são atitudes que fortalecem o seu emocional. Dessa forma, o suporte próximo amortece os impactos do trauma.
4. O que as escolas e as empresas podem fazer para prevenir o bullying?
A prevenção começa com políticas claras contra essas agressões, campanhas de conscientização e canais seguros de denúncia. As instituições que treinam equipes para identificar sinais precoces, mediar conflitos e acolher vítimas criam ambientes mais protetores. Além disso, promover uma cultura de respeito, diversidade e comunicação aberta reduz os comportamentos hostis. A prevenção exige uma atuação contínua, envolvendo líderes, professores, gestores, funcionários, famílias e alunos.

