Os vícios são hábitos, ou seja, atitudes que tomamos muitas vezes de forma automática. A diferença é que um vício é uma atividade nociva, no sentido de que, em longo prazo, prejudica a qualidade de vida do indivíduo e afeta as demais atividades que ele realiza.

Os tipos de vício são muito diversificados: álcool, tabaco, drogas ilícitas, sexo, pornografia, jogos, compras, e por aí vai. Neste artigo, vamos compreender de que maneira os vícios podem impactar a produtividade e a carreira de uma pessoa. Preparado? Então, siga em frente e tenha uma boa leitura!

De que maneiras os vícios impactam a produtividade?

Há diversas consequências negativas dos vícios sobre a capacidade produtiva de uma pessoa, o que afeta, sobretudo, os seus estudos e o seu desempenho no trabalho. Para compreender essas consequências, vamos focar no tabagismo e no alcoolismo, que são dois vícios muito comuns no Brasil.

1. Perda de tempo e de concentração

O vício surge e se fortalece quando o cérebro ativa o mecanismo de recompensa. Dessa forma, cada vez que a pessoa recorre ao cigarro ou à bebida alcoólica, ela sente um prazer intenso. Assim, a pessoa começa a recorrer a esses comportamentos com frequência cada vez maior, a fim de obter esse prazer.

Se o pensamento do indivíduo está sempre focado na próxima pausa para fumar ou beber, não é difícil concluir que ele perde concentração na atividade que estiver fazendo, como o trabalho ou os estudos. Isso reduz consideravelmente a sua produtividade.

As pausas para fumar, por exemplo, geram perdas de tempo consideráveis em um dia de trabalho, sendo que a pessoa ainda demora alguns minutos para retomar o nível de produtividade em que estava antes da pausa. Assim, os vícios geram perda de tempo e de foco nas atividades.

2. Elevação nos riscos de acidentes

Em consequência do item anterior, pessoas que trabalham ou estudam sem concentração tendem a cometer mais erros nas suas atividades. Além disso, a pressa para ter um novo momento de pausa aumenta essa possibilidade de falhas.

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Essa, no entanto, não é a pior consequência dos vícios. Na pressa para fumar, por exemplo, o tabagista pode esquecer-se de um cinzeiro ou segurar o cigarro com imprudência, o que pode gerar acidentes graves, sobretudo em ambientes com materiais sensíveis e inflamáveis.

Quanto à bebida alcoólica, sabe-se que, mesmo que a pessoa não esteja embriagada, pequenas quantidades de álcool já alteram o funcionamento cerebral, prejudicando o seu equilíbrio, a sua memória, as suas capacidades de comunicação e cognição e a sua percepção do espaço. Consequentemente, o risco de acidentes aumenta muito, especialmente nos casos de profissionais que comandam máquinas e veículos.

3. Piora no humor e no clima organizacional

Pesquisas indicam que o consumo do álcool pode alterar o comportamento de uma pessoa, podendo torná-la mais agressiva, dizendo e agindo de maneiras que não faria se estivesse sóbria. Assim, a pessoa pode ofender os colegas ou não arcar adequadamente com as consequências dos seus atos.

No caso do cigarro, algo semelhante acontece, mas com o humor do indivíduo. Se ele fica muito tempo sem fumar, pode aumentar o seu grau de irritabilidade ou de tristeza, o que impacta negativamente o seu relacionamento com as pessoas ao redor.

Consequentemente, é fácil concluir que o clima organizacional fica muito mais negativo, afinal de contas, as pessoas começam a entrar em conflito umas com as outras com muito mais facilidade e frequência. Em um clima organizacional tão ruim, a produtividade das equipes (mesmo de quem não tem esses vícios) começa a cair, gerando problemas de desempenho à empresa e elevando a taxa de rotatividade de colaboradores.

4. Problemas de saúde

As consequências dos vícios para a saúde são bastante conhecidas, sendo que elas também afetam a vida profissional das pessoas. Como trabalhar bem se o corpo e a mente não estão funcionando como deveriam?

Estudos têm apontado que o consumo excessivo e frequente de bebidas alcoólicas pode prejudicar as funções do fígado, além de elevar as chances de desenvolvimento de demência e de alguns tipos de câncer. O infarto, a esquizofrenia e a depressão também têm os seus riscos aumentados nesses casos.

O cigarro também produz diversas doenças decorrentes, como câncer de pulmão, câncer de boca, depressão, Alzheimer, problemas cardíacos, entre outras doenças. Dessa forma, a qualidade de vida dos trabalhadores diminui consideravelmente, impactando todas as áreas da vida, incluindo o trabalho.

5. Aumento nas faltas e atrasos

Por conta do vício em si e também de todos os problemas de saúde física e mental que decorrem dele, é fato que os colaboradores tendem a se atrasar e a faltar com mais frequência no trabalho nesses casos.

Quando os colaboradores são muito faltosos, os líderes ficam com receio de atribuir a eles determinadas funções e atividades. Fica difícil que eles desenvolvam a continuidade nos seus projetos, já que as constantes interrupções geram atrasos. Além disso, o trabalho em equipe fica prejudicado, pois ninguém deseja depender da competência dessas pessoas.

Dessa forma, os custos para a empresa aumentam, e o desenvolvimento profissional dos colaboradores fica muito prejudicado. Até mesmo crises financeiras podem aparecer nas instituições em consequência dos itens já citados.

O que a empresa deve fazer?

As empresas, sobretudo por meio das áreas de recursos humanos, devem adotar ações de conscientização acerca dos malefícios dos vícios, tanto para a vida pessoal como para a vida profissional. Nesse sentido, vale a pena também estabelecer parcerias com instituições que auxiliam na recuperação das pessoas que sofrem de dependências, como forma de restabelecer a saúde e a produtividade.

Os vícios são aspectos muito negativos na vida de qualquer pessoa, prejudicando também o desenvolvimento da sua carreira. Assim, as pessoas e as empresas não podem permitir que eles se desenvolvam.

E na sua empresa, querida pessoa, há alguma ação desenvolvida no sentido de evitar os vícios ou de ajudar as pessoas que já lidam com esse problema? Contribua deixando o seu comentário no espaço a seguir. Além do mais, que tal levar estas informações a todos os seus amigos, colegas de trabalho, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!