Você já ouviu falar em autonegligência? Trata-se do processo de negligenciar a si mesmo, ou seja, de deixar de cuidar de si. Por diversos motivos, muita gente deixa de cuidar da própria saúde física e mental, entre outras questões. Aliás, talvez você que agora lê este texto esteja passando por esse problema e nem tenha se dado conta.

Mas o que exatamente leva uma pessoa a deixar de cuidar de si? Quais são as consequências desse processo? Como uma pessoa pode voltar a cuidar de si e viver com mais saúde? As respostas, você confere no artigo a seguir. Siga em frente e tenha uma excelente leitura!

Autonegligência: o que é?

A autonegligência é o processo em que uma pessoa deixa de cuidar de si mesma. Ela deixa de oferecer a si mesma as coisas que lhe dão prazer. Também pode começar a descuidar-se em termos de saúde física, saúde mental, alimentação, cuidados financeiros, dedicação aos estudos e ao trabalho, vida social e até mesmo a higiene pessoal.

Segundo os psicólogos, quem se autonegligencia pode apresentar comportamentos como:

  • Pular refeições ou mesmo ficar o dia todo sem comer;
  • Dormir pouco;
  • Deixar de cuidar da própria saúde (física e mental);
  • Querer sempre agradar os outros, mas não fazer nada por si mesmo.

Você se identificou com alguma dessas atitudes?

Por que esse problema ocorre?

Mas o que exatamente leva alguém a deixar de cuidar de si mesmo? Isso não faz muito sentido, não é mesmo? De fato, não faz. A autonegligência ocorre quando a pessoa não vê valor em si mesma e quando não vê sentido em oferecer a si mesma aquilo que lhe faz bem, mesmo que ela tenha condições para isso.

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Há quadros de saúde mental em que a autonegligência pode ser um sinal característico, como o transtorno depressivo. Por isso, é sempre um mau indício quando alguém deixar de cuidar de si mesmo. É preciso ir a fundo, investigando por que a pessoa deixa de ver valor em si mesma e abre mão de cuidar de si.

Quais são os impactos da autonegligência sobre a saúde mental?

Segundo os especialistas, há uma relação cíclica entre a autonegligência e a saúde mental. Ao mesmo tempo em que esse fator é um sintoma de problemas de saúde mental, ele é também um agravante dessas condições — mais um motivo para que fiquemos alerta!

Quando o indivíduo deixa de se amar e de cuidar de si, isso pode ser uma manifestação de baixa autoestima, o que, em longo prazo, pode causar ou agravar casos de depressão e de isolamento social. Além disso, a autonegligência também está associada à procrastinação, isto é, ao ato de sempre deixar para depois as coisas importantes que precisamos fazer.

Por isso, fique atento aos sinais e não sofra sozinho. Procure ajuda, caso perceba que você ou alguém próximo apresenta esse comportamento.

A solução: o autocuidado

O oposto da autonegligência é o autocuidado. Nesse caso, o indivíduo recupera o valor que é capaz de atribuir a si mesmo, passando a cuidar de si em todas as áreas da vida: pessoal, física, mental, amorosa, familiar, social, profissional, espiritual e financeira. Na sequência, você vai conferir 5 importantes dicas de autocuidado!

1. Organize a sua rotina

Como você pode perceber, a nossa vida é composta por essas diferentes áreas que citamos acima. Dessa forma, uma maneira de evitar a autonegligência é conseguir distribuir as 24 horas do dia entre todos esses setores.

Há momentos em que realmente precisamos nos dedicar mais a um ou outro, mas a saúde jamais pode ficar em segundo plano. Por isso, organize a sua rotina e saiba dizer “não” quando necessário. Diversas atividades são importantes, mas, se comprometem a sua saúde, já não valem a pena.

2. Cuide da sua saúde física

A saúde física e a saúde mental caminham juntas. Por isso, siga as recomendações básicas concedidas pelos profissionais da área: evite o álcool e o fumo, alimente-se de forma equilibrada, hidrate-se adequadamente, pratique atividades físicas com regularidade e faça exames de check up médico periódico. Dessa forma, com o corpo saudável, a mente também se beneficiará. Aliás, até mesmo a sua autoestima ficará fortalecida!

3. Descanse adequadamente

O sono e o descanso são tão importantes quanto o próprio período produtivo. É nesses momentos que as células se revigoram e que o corpo e a mente recuperam as suas energias. Dessa forma, durma em média 8 horas por noite. Além disso, aproveite os fins de semana, as folgas e as férias para realmente descansar. Algumas pessoas acreditam que isso é um luxo, quando, na verdade, é uma necessidade humana importantíssima. Não negligencie o seu sono e os seus períodos de repouso!

4. Tenha uma rede de apoio

Outro fator que pode ajudar muito as pessoas que passam por momentos de autonegligência é contar com uma boa rede de apoio. Confie nos seus amigos mais próximos e nos seus familiares. Peça ajuda diante de dificuldades. Como seres humanos, é natural que nós precisemos uns dos outros. Por isso, a vida fica mais fácil quando temos com quem contar nos momentos de adversidade. Aliás, saiba que até mesmo o ato de arrumar a sua casa e cuidar do seu ambiente gera mudanças mentais positivas.

5. Procure ajuda sempre que necessário

Toda pessoa, mesmo que não apresente uma queixa específica, pode se beneficiar do processo de psicoterapia. Contudo, se alguém está passando por um momento de autonegligência, aí é que ele se faz mais importante e benéfico ainda. Ao conversar com o psicólogo, o indivíduo começa a entender a si mesmo e a apurar as causas dos seus comportamentos nocivos. Assim, consegue conhecer as suas forças e os pontos que precisa desenvolver, incluindo a prática do autocuidado.

Siga as 5 dicas acima para evitar a autonegligência e adotar o autocuidado como uma prática essencial ao seu dia a dia. Dessa forma, você estará cuidando da sua saúde mental e encontrando muito mais qualidade de vida!

E você, querida pessoa, já passou por algum período de autonegligência? De que forma lida com esse problema? O que faz para evitá-lo e sentir-se melhor consigo mesmo? Contribua deixando o seu comentário no espaço a seguir. Além do mais, que tal levar estas informações a todos os seus amigos, colegas de trabalho, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!