Os relacionamentos entre as pessoas estão entre as maiores riquezas da vida. Você já parou para pensar sobre como seria se não houvesse laços de família, de amizade e de amor entre as pessoas? Certamente, a vida seria muito sem graça.

No entanto, para que possamos extrair o que há de melhor de todas essas relações, precisamos nos aprofundar nas conexões que estabelecemos uns com os outros. Isso tem acontecido cada vez menos. Especialmente por conta da internet, as relações têm se tornado muito superficiais, de modo que temos milhares de conexões, mas pouquíssimos amigos com os quais efetivamente podemos contar.

Neste artigo, vamos compreender melhor o que é a superficialidade e quais são os seus impactos. Continue a leitura e saiba mais!

O que é superficialidade?

Superficialidade é a característica daquilo que permanece na superfície, ou seja, em que falta profundidade. Uma relação é considerada superficial quando as pessoas nela envolvidas não se abrem umas com as outras sobre assuntos de maior importância, falando basicamente sobre questões do dia a dia.

Imagine que dois amigos falam muito sobre comida, futebol e música, mas sabem muito pouco um do outro. Eles não falam sobre as suas famílias, seus objetivos de vida, seus sentimentos, seus medos, suas profissões, seus relacionamentos, enfim, sobre os aspectos mais profundos da vida. Esse é um exemplo de relação superficial, pois falta profundidade. Isso pode acontecer entre colegas de trabalho, amigos, casais e até mesmo familiares.

Quais são as consequências desse fator para as relações humanas?

Relações superficiais não se sustentam por muito tempo, justamente porque não permitem que as pessoas se conheçam de forma mais profunda. Isso traz algumas consequências consideráveis. Confira as principais delas a seguir.

1. Felicidade sem consistência

As relações superficiais podem ser felizes? Sim, podem. No entanto, essa felicidade é sem consistência, ou seja, é pautada em momentos pouco significativos ou de duração curta. É o caso daquelas amizades de barzinho, de balada, de jogo de futebol, de shows, mas que não vão além desses momentos.

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Sabe quando você questiona: “Será que eu poderia contar com essas pessoas nas horas difíceis?”? Esse questionamento pode ser um indicativo de uma relação superficial. Ela é pautada apenas nesses momentos de diversão, mas não sabemos se ela se sustentaria em outras circunstâncias.

2. Incapacidade de trocar experiências mais profundas

Você já conheceu alguém com quem consegue conversar sobre diferentes assuntos? Espiritualidade? Política? Filosofia? Família? Saúde? Crescimento profissional? Autoconhecimento? Enfim, temas mais profundos acerca da existência humana? Se sim, provavelmente você está em um relacionamento mais intenso.

As relações superficiais, no entanto, são baseadas nas interações do cotidiano e nas temáticas de menor importância. Por isso, as pessoas envolvidas não se sentem à vontade ou não têm interesse em compartilhar com as outras as suas opiniões e vivências sobre assuntos de maior profundidade. Isso torna as relações mais rasas.

3. Medo da solidão

Se as relações são superficiais, isso quer dizer que as pessoas estão perdendo a oportunidade de se envolver com as outras de uma forma mais intensa. Mas por que as pessoas agem dessa forma? Na maioria dos casos, é por medo da solidão.

Muitas vezes, as pessoas dão continuidade a relacionamentos superficiais porque têm medo de não conseguirem um novo parceiro. Por isso, mantêm um namoro superficial por anos, pois acreditam que não serão capazes de encontrar algo melhor. O mesmo vale para amizades. O receio de não encontrar uma relação mais profunda e ficar sozinho faz com que o indivíduo prefira continuar onde está, na superfície.

4. Medo de falar sobre os problemas

Outro impacto da superficialidade é não falar sobre os conflitos. Problemas do relacionamento, da profissão, de saúde ou de família são temas considerados profundos. Nas relações superficiais, os envolvidos não se sentem confortáveis para abordar essas questões, varrendo-as para debaixo do tapete.

Com isso, as pessoas perdem uma oportunidade valiosa: abrindo o seu coração, poderiam receber acolhimento e aconselhamento do outro. O problema é que a superficialidade e o medo de mostrar-se vulnerável criam uma máscara que mantém a relação naqueles assuntos de sempre. Assim, perdemos a chance de desabafar e de estreitar os laços, podendo crescer juntos.

5. Fugas inadequadas

Sem poder falar sobre assuntos mais importantes e sobre problemas, mas também com medo de abrir mão da relação e ficar sozinhas, o que as pessoas fazem? Fogem dessas temáticas mais complexas, quase sempre de forma inadequada.

É o caso daqueles casais com problemas no relacionamento que simplesmente não conversam sobre o assunto. Preferem ir a festas, assistir à novela ou sair separadamente com os seus respectivos amigos, de modo a evitar tocar no assunto delicado. A questão é que varrer os problemas para debaixo do tapete só faz com que eles aumentem, colocando em risco as relações.

6. Relações “líquidas”

A falta de profundidade nas relações faz com que as pessoas tornem-se descartáveis umas às outras. É difícil, por exemplo, encontrar pessoas com amizades ou namoros que durem mais do que alguns anos. Os círculos sociais se renovam com muita frequência na atualidade, pois falta profundidade. Assim, os laços criados são frágeis e efêmeros.

Isso é o que o filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman chama de “relações líquidas”, em que as experiências são frágeis, fluidas, inconstantes e de pouca duração. As pessoas mantêm amigos e namorados por perto apenas enquanto há alguma satisfação. Tão logo esse sentimento passe, elas descartam-se umas às outras e procuram novos contatos.

Como você pode perceber, a superficialidade torna as relações muito frágeis e mais propensas a um término precoce. Por isso, é importante confiar nas pessoas, abrir o seu coração para elas e permitir-se vivenciar os relacionamentos com intensidade. Que as trocas de experiências na sua vida sejam mais intensas e profundas!

E você, querida pessoa, como avalia a profundidade das suas relações? Elas são intensas ou refletem a superficialidade? Contribua deixando o seu comentário no espaço a seguir. Além do mais, que tal levar estas informações a todos os seus amigos, colegas de trabalho, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!