E-commerce significa “comércio digital ou eletrônico”. Trata-se de um modelo de negócios que se popularizou junto com a internet, a partir dos anos 1990. As lojas virtuais, como são conhecidas, são extremamente úteis na vida contemporânea, pois permitem que as pessoas comprem aquilo que desejam a distância e ainda recebam o item adquirido no conforto das suas casas.

Hoje em dia, há e-commerces de diversas categorias, de modo que é interessante conhecer quais são elas e quais são as características de cada uma. Aliás, é este o objetivo deste artigo. Preparado? Então, continue a leitura e saiba tudo sobre os tipos de e-commerce!

Classificando os e-commerces

Para que possamos categorizar os e-commerces, precisamos compreender que há 3 jeitos diferentes de fazê-lo: pela natureza dos itens comercializados, pelo tipo de pessoas envolvidas (físicas e/ou jurídicas) e pelos canais de vendas utilizados.

  • Pela natureza dos itens comercializados

A natureza dos itens comercializados é a maneira mais fácil de classificar e de compreender os tipos de e-commerces existentes. Dessa forma, há basicamente 4 tipos dentro dessa categoria: e-commerce de produtos físicos (roupas, livros, calçados etc.), e-commerce de produtos digitais (cursos online, livros digitais, músicas etc.), e-commerce de serviços presenciais (instalações de TV a cabo, reparos domésticos etc.) e e-commerce de serviços a distancia (telemedicina, consultorias etc.).

  • Pelo tipo de pessoas envolvidas

1. Business-to-business (B2B)

O e-commerce B2B é o comércio eletrônico em que empresas compram algo de outras empresas (pessoas jurídicas). Em geral, são compras mais robustas (em volume de itens) e mais técnicas (materiais de escritório, equipamentos, softwares etc.). Como se trata de uma transação entre pessoas jurídicas, a preocupação com o prazo de entrega e o preço de frete é muito maior. Por isso, as empresas envolvidas nesse negócio devem ter grandes estoques, logística ágil e preços competitivos.

2. Business-to-customer (B2C)

Esse é o modelo mais clássico de e-commerce: empresas (pessoas jurídicas) que vendem a algo a pessoas físicas. Esses sites contam não apenas com as especificações técnicas (como no B2B), mas também com conteúdos mais persuasivos, pois as compras nesse caso são tanto racionais quanto emocionais. A concorrência aqui é mais alta, e a margem de lucro pode não ser tão interessante quanto no B2B. Muitas redes tradicionais de varejo, com lojas físicas, oferecem o e-commerce como uma possibilidade adicional de compra.

3. Customer-to-customer (C2C)

Esse tipo de e-commerce é aquele em que uma pessoa física comercializa itens para outra pessoa física. Geralmente, isso ocorre em uma plataforma que faz a mediação entre os vendedores e os compradores, cobrando uma taxa pela assistência prestada. É o caso do Mercado Livre e do eBay. Esses espaços, também conhecidos como marketplaces, são verdadeiros shoppings online, onde as pessoas podem vender diversos produtos, inclusive de fabricação própria, como roupas, artesanato, doces etc.

4. Customer-to-business (C2B)

PSC

Esse sistema é o oposto do B2C, pois, aqui, temos uma pessoa física que vende algo a uma empresa (pessoa jurídica). Isso pode parecer estranho à primeira vista, mas não é assim tão incomum. Se pensarmos nos banco de imagens (como o iStock e o Shutterstock), por exemplo, identificaremos um modelo de negócios em que os fotógrafos publicam as suas imagens e vídeos, colocando-os à disposição das empresas que desejem comprá-los para utilizá-los nos seus materiais de comunicação.

5. Business-to-government (B2G)

O B2G é o e-commerce em que as empresas comercializam produtos ou serviços aos órgãos do governo. As empresas que queiram participar desse tipo de negócio devem estar em dia com os seus impostos e obrigações trabalhistas. Elas devem se candidatar por meio de editais, compreendendo bem o funcionamento de uma licitação pública. O B2G também pode ser conhecido como B2A (business-to-administration).

6. Citizen-to-government (C2G)

Por fim, também existe a possibilidade de cidadãos comuns realizarem negociações com órgãos do governo, mas essas transações dependem do chamado “e-gov”, o governo eletrônico. A administração pública deve disponibilizar plataformas digitais que possibilitem que pessoas comuns deem sugestões, ideias e propostas de soluções aos principais problemas sociais existentes, contribuindo com as ações do Estado.

  • Pelos canais de vendas utilizados

1. Social commerce (S-commerce)

Quanto aos canais de vendas utilizados, temos o chamado “social commerce”, que se refere às lojas virtuais que são construídas dentro de algumas redes sociais, como o Facebook. Nesse caso, é possível publicar nesses sites alguns links que direcionam o usuário diretamente a uma página de compra. O Pinterest e o Instagram também têm aderido a esse sistema, incluindo botões de “compre agora” e páginas de preços e produtos.

2. Mobile commerce (M-commerce)

O mobile commerce se refere basicamente à responsividade das lojas virtuais aos dispositivos móveis, ou seja, aos smartphones, tablets etc. Esse tipo do comércio eletrônico tem crescido consideravelmente, de modo que as empresas têm identificado a necessidade de se adaptar às telas menores. Além dos sites adaptados, também é possível desenvolver aplicativos, enviando notificações de lançamentos, ofertas e promoções diretamente aos usuários.

3. TV commerce (T-commerce)

Por fim, o TV commerce se aproveita das funcionalidades da smart TV e do sinal digital para permitir que o telespectador possa comprar imediatamente o produto ou serviço que estiver sendo divulgado. Nesse caso, o indivíduo pode comprar o item em questão sem precisar recorrer a uma segunda tela (computador, celular etc.). Essa nova modalidade representa também uma oportunidade de rendimentos expressivos às emissoras, deixando de depender tanto da publicidade.

Como você pode perceber, há diversos meios pelos quais os e-commerces podem ser categorizados. Essas informações são úteis para o consumidor, que pode verificar quais são os modelos que melhor atendem às suas necessidades. Contudo, são também essenciais a quem deseja oferecer os seus produtos e serviços, verificando quais são os melhores canais de vendas e público-alvo a serem adotados na sua estratégia.

E você, querida pessoa, conhecia todas essas possibilidades que o universo do e-commerce oferece? Você tem o hábito de fazer compras pela internet? Já vendeu algo por esse canal? Contribua deixando o seu comentário no espaço a seguir. Além do mais, que tal levar estas informações a todos os seus amigos, colegas de trabalho, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!