A meditação e o autoconhecimento formam uma união poderosa, pois esses dois elementos têm a proposta de levar o ser humano a uma percepção maior de si mesmo.

No autoconhecimento, trabalha-se a descoberta das qualidades mais íntimas que nos distinguem e nos caracterizam como pessoas únicas.  Já na meditação, é despertado o exercício da atividade mental para o conhecimento interno de uma consciência mais clara dos sentimentos, crenças, valores e comportamentos, com uma análise de como eles estão sendo refletidos nas atitudes praticadas.

É por isso que, no processo de desenvolvimento humano, o autoconhecimento e a meditação caminham juntos. Na verdade, eles são recomendados por coaches, terapeutas e até mesmo médicos, na busca por uma vida mais saudável e feliz. Mas como isso é possível? Como esses dois elementos se relacionam? É o que você vai conferir no artigo a seguir. Continue a leitura e saiba mais!

A importância do autoconhecimento

Conhecer a si mesmo é fundamental para uma vida feliz. É importante para que uma pessoa descubra os seus conhecimentos, as suas habilidades, os seus valores, as suas crenças, as suas prioridades, os seus objetivos de vida. Da mesma forma, o autoconhecimento nos ajuda a compreender aquilo que não queremos para nós ou que não faz sentido ao nosso plano de vida.

Por isso, sempre que uma pessoa investe em autoconhecimento, ela lida melhor com os seus pensamentos, sentimentos e atitudes. Ela é capaz de definir planos e objetivos mais compatíveis com aquilo que a faz verdadeiramente feliz, afinal de contas, ela sabe o que realmente quer.

Isso evita, por exemplo, uma pessoa anule a própria felicidade, seja por não saber o que deseja, seja por querer apenas agradar aos outros, fazendo as vontades deles. O autoconhecimento, portanto, nos leva a uma vida mais autêntica e mentalmente saudável, que nos permite ser quem realmente somos.

PSC Renascimento

Para desenvolvê-lo, é importante que você abandone o piloto automático da rotina e comece a refletir sobre as suas crenças, valores, falas, atitudes, ideias e sentimentos. De onde veio tudo isso? Esse conjunto de fatores ainda faz sentido para você? Faz você feliz? Ou é uma imposição da família, dos amigos, da sociedade etc.?

Questione-se e descubra quem você é. Os processos de coaching e de psicoterapia são particularmente indicados para quem deseja mergulhar nessa jornada. Além disso, há diversos livros, palestras e testes online que ajudam um indivíduo a conhecer melhor quem é. Até mesmo a escrita de um diário pode aproximar você de si mesmo!

A contribuição da meditação

A meditação entra nesse processo como um agente potencializador. Meditar é um exercício de aquietar a mente, reduzindo as distrações e os estímulos da rotina, mesmo que por apenas alguns minutos ao dia.

A meditação é o processo em que um indivíduo se concentra em um único aspecto, que pode ser o seu corpo, a sua respiração, uma música suave, um aroma específico, um som, uma paisagem etc. Quando escolhemos esse fator único para focar, a mente é treinada a se dedicar apenas a ele, reduzindo todas as interferências externas.

Quando meditamos em longo prazo, alguns minutos por dia, percebemos uma série de benefícios, como: foco, concentração, redução da velocidade dos pensamentos, redução da ansiedade e do estresse, administração eficaz das emoções, enfim, uma postura geral de serenidade.

Além de beneficiar a saúde mental, esse momento que passamos a sós com a própria mente favorece o autoconhecimento. Quando “silenciamos o mundo ao redor” e ficamos apenas na própria companhia, fica mais fácil descobrir quem realmente somos. A correria do dia a dia nos afasta de nós mesmos, pois o excesso de estímulos e de atividades nos impede de fazer as reflexões que citamos acima.

Assim, a meditação contraria a correria do cotidiano. Ela tem comprovação cientifica acerca dos benefícios citados anteriormente, desde que seja praticada todos os dias. Por isso, ela facilita o autoconhecimento e promove relaxamento e saúde mental!

Jung e self pessoal e coletivo

Quanto mais meditamos, mais o grau de concentração se eleva, pois há um foco sendo direcionado para uma atividade mental específica. A compreensão dos fatos e de si mesmo recebe um significado maior do que apenas olhado de uma maneira externa. Percebemos que os fatos se relacionam, fazem conexão um com o outro.

Assim como o poeta tem o dom de colocar as palavras certas para transmitir emoção e arquitetar a escrita, a meditação nos ajuda a associar vários fatos em uma estrutura lógica, permitindo que compreendamos melhor o mundo ao redor e o espaço que ocupamos nele.

Jung (1971, apud Mariah Bressani, 2008) disserta sobre o destino do ser humano em selfs pessoal e coletivo: “O destino do ser humano é alcançar a totalidade, ou seja, ser a expressão máxima das qualidades humanas que trazemos em nós e, assim, transcender o ego e colocá-lo a serviço do self pessoal e coletivo.”…

Diz ainda: “Colocar-se a serviço do self pessoal é procurar desenvolver todas as qualidades que trazemos conosco, ao máximo possível, para nos melhorar como pessoa e como ser humano. Colocar-se a serviço do self coletivo é dispor tudo o que desenvolvemos como individualidade a serviço da humanidade.”…

E finaliza: “Sabendo que nada é, efetivamente, nosso, que tudo o que evoluirmos como indivíduos só tem utilidade se oferecido para a humanidade, pois a nossa existência individual é finita, se não oferecermos generosamente a nossa evolução para outrem, esta morrerá conosco”.

Conclusão

Concluindo, podemos entender que o autoconhecimento e a meditação são práticas que vão à mesma direção e que são duas faces de uma mesma moeda. São poderosos instrumentos para conhecermos de fato quem nós somos, o nosso eu interior. São técnicas que nos permitem atingir um nível de empoderamento que possibilita administrar com eficácia a mente, os pensamentos, os sentimentos e as atitudes.

Isso significa permitir-se apenas relaxar ao conectar-se com o seu mundo interior e buscar inspiração nele. Assim, aqui, do lado de fora, você poderá ser o melhor ser humano que puder ser — aqui e agora.

E você, querida pessoa, como tem desenvolvido o seu autoconhecimento? Tem meditado? Ou recorrido a alguma outra estratégia? Contribua deixando o seu comentário no espaço a seguir. Além do mais, que tal levar estas informações a todos os seus amigos, colegas de trabalho, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!