Na América Latina, o Brasil é o país com maior prevalência de depressão na população, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde — OMS. A doença é causada por fatores biológicos, psicológicos e sociais.

A depressão é uma doença que pode surgir motivada por diferentes causas e fatores. Dessa forma, existe uma divisão de tipos de depressão, isto é, categorias que foram criadas, observando questões como os sintomas e o tempo de duração.

Por isso mesmo, ao perceber os sintomas de qualquer um dos tipos da doença, é essencial procurar ajuda médica, pois a depressão é uma doença emocional e física perigosa e que demanda tratamento orientado por um especialista. Continue a leitura e saiba mais sobre o tema!

TIPOS DE DEPRESSÃO: OS 9 MAIS COMUNS!

Atualmente, são encontradas 9 formas diferentes de manifestação dessa doença, e que também são as implicações mais observadas em pacientes na atualidade. Veja a seguir quais são elas e como identificar seus sintomas.

1. DEPRESSÃO PSICÓTICA

As pessoas afetadas por esse tipo de depressão apresentam juntamente com os sintomas clássicos da doença — como tristeza, necessidade de isolamento e perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas — alucinações ou delírios. Isso significa que, nesse quadro, o indivíduo depressivo vê ou ouve coisas que de fato não existem e experimenta ideias falsas sobre a realidade. O pensamento é desordenado e desorganizado, caracterizando a psicose, que é uma condição mais grave.

2. DEPRESSÃO BIPOLAR

Um dos tipos de depressão que oferece mais dificuldade de diagnóstico é a depressão bipolar porque o indivíduo apresenta um comportamento variante. Ele vai de episódios de tristeza profunda para momentos de extrema euforia e energia (conhecidos como episódios de mania). Variações bruscas de humor como essas citadas, marcadas pela bipolaridade, devem sempre ser observadas e trabalhadas. A depressão bipolar é o período depressivo dos indivíduos com bipolaridade.

3. DEPRESSÃO UNIPOLAR ou CLÁSSICA

PSC Renascimento

Nesse tipo de depressão, há apenas um pólo, isto é, não existe alternância de humor, como ocorre na depressão bipolar. Uma pessoa afetada pela doença vivencia apenas os episódios depressivos, podendo dormir mais tempo do que o habitual ou, então, ter dificuldades para dormir, mas não os dois sintomas ao mesmo tempo. Algumas pessoas emagrecem, enquanto outras engordam. É a depressão clássica, marcada pela falta de vitalidade e de esperança, bem como pela perda do prazer no dia a dia.

4. DEPRESSÃO REATIVA

Pode-se dizer que a depressão reativa é a depressão que surge devido a um acontecimento marcante e difícil de superar. Por exemplo, uma pessoa que perde um ente querido pode desenvolver esse tipo de depressão por ainda não ter a capacidade de reagir emocionalmente à situação e de lidar com a sua dor. Assédio moral, perdas financeiras consideráveis, desemprego e separação conjugal também estão entre os acontecimentos que podem desencadear esse quadro específico em alguns indivíduos.

5. DEPRESSÃO PÓS-PARTO

Para algumas mulheres, dar à luz um bebê pode desencadear uma forte depressão pós-parto. Os sintomas da doença incluem tristeza profunda, falta de sentido na vida e sentimento de rejeição ao e pelo próprio filho. Isso geralmente se deve às elevadas oscilações hormonais do fim da gestação e do parto, podendo amenizar com o tempo. Quando isso não ocorre, porém, é preciso recorrer ao tratamento médico e psicológico, prestando à mãe toda a assistência necessária para viver a maternidade em paz.

6. DEPRESSÃO SAZONAL

A depressão sazonal é bastante comum entre as pessoas que moram em locais com pouca incidência de sol em alguns meses do ano, a exemplos dos países frios mais ao norte da Europa. Entre os sintomas mais observados nesses pacientes, estão a constante sensação de cansaço, o impulso por comer doces e a falta de ânimo para realizar as tarefas diárias nesses períodos do ano. Em geral, os sintomas diminuem ou regridem completamente quando as estações mais quentes e ensolaradas retornam.

7. DEPRESSÃO ATíPICA

A depressão atípica tem como principal característica a apresentação de sintomas opostos aos mais comuns dos tipos de depressão mais conhecidos. Uma pessoa que desenvolve esse quadro pode ter mais necessidade de ter contatos íntimos com outros indivíduos, bem como ter mais horas de sono, comer mais e até mesmo ganhar peso. Ela é conhecida como “depressão sorridente”, pois o indivíduo não aparenta os sintomas clássicos, o que torna o diagnóstico da doença mais complexo.

8. DEPRESSÃO PRÉ-MENSTRUAL

Há divergências entre especialistas se o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TPM) é de fato um tipo depressivo. Na verdade, algumas mulheres apresentam 5 ou mais sintomas de depressão durante a semana anterior à menstruação, devido às ações hormonais típicas desse período. Podem ocorrer episódios de choro sem motivo, profunda tristeza, irritabilidade, entre outras oscilações de humor. Nesse caso, os sintomas vão embora quando passa o período de tensão pré-menstrual.

9. DISTIMIA

A distimia consiste em um quadro depressivo em que o indivíduo apresenta os sintomas da doença por um período de mais de dois anos. As pessoas afetadas por esse problema têm a tristeza como uma constante nas suas vidas, além de um mau humor generalizado, falta de esperança, baixa autoestima, baixa energia, alterações de sono e apetite, entre outros. Os sintomas da distimia são menos intensos do que na depressão clássica, porém, mais duradouros.

Todos os tipos de depressão são muito sérios e devem ser tratados com acompanhamento médico especializado e com psicoterapia. Se você identificou alguns desses sintomas em si mesmo ou ainda em pessoas próximas, busque ou ofereça ajuda para que o problema possa ser tratado adequadamente e para que, tanto você como o seu amigo ou familiar, voltem a ter qualidade de vida, saúde mental e mais bem-estar!

Por fim, solicitamos que compartilhe este conteúdo com os seus amigos, pois a depressão é uma doença séria que precisa ser tratada, de forma a ajudar alguém que possa estar passando por um dos problemas citados. Por isso, que tal levar estas informações a todos os seus amigos, colegas de trabalho, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!