Todos nós precisamos ser empáticos, já que a ajuda mútua é algo que facilita a nossa vida em diferentes meios: na família, no trabalho, no círculo de amizades, entre outros. Mas você já percebeu que algumas pessoas parecem abusar da nossa boa vontade? São aqueles indivíduos que querem sempre mais, “encostando” na proatividade dos outros e deixando de fazer a sua própria parte.

Estamos falando das chamadas “pessoas parasitas”, que “sugam” o nosso tempo, as nossas habilidades, a nossa disposição para ajudar, enfim, tudo o que podem, sem a menor preocupação em agradecer ou retribuir. Neste artigo, você vai conferir os principais sinais desse tipo de pessoa e meios para se defender. Confira!

O que são pessoas parasitas?

Parasitas, de acordo com a biologia, são seres vivos que vivem em outros seres vivos, extraindo do hospedeiro os recursos de que necessitam para viver, como água e nutrientes. É o que ocorre quando fungos ou bactérias invadem um organismo, deixando-o enfraquecido.

Metaforicamente, o termo “pessoas parasitas” se refere àqueles indivíduos que agem de forma egoísta, explorando os recursos dos outros exclusivamente em benefício próprio. Tempo, dinheiro, energia e boa vontade para fazer favores são alguns desses recursos comumente explorados. É um comportamento negativo, em que o parasita não se preocupa em manifestar gratidão ou reciprocidade.

Algumas atitudes típicas de parasitas incluem: pedir favores constantemente e sem oferecer nada em troca, aproveitar-se financeiramente de outras pessoas, manipular emocionalmente os outros para obter vantagens pessoais ou simplesmente não assumir as próprias responsabilidades, exigindo que os outros as executem. Naturalmente, o termo “pessoas parasitas” é bastante ofensivo, sendo uma acusação grave.

Como identificar comportamentos de pessoas parasitas?

Os comportamentos de pessoas parasitas podem se manifestar de maneiras variadas, muitas vezes sutis. Por isso, é fundamental que fiquemos atentos a esses sinais, conforme os que você vai conferir na sequência.

Favores constantes sem reciprocidade

PSC Renascimento

É comum que esse tipo de pessoa esteja sempre pedindo favores a quem estiver por perto. O parasita não se preocupa muito se o outro de fato pode ajudá-lo. Além disso, se preocupa menos ainda em ser recíproco, ou seja, em ajudar aos outros quando eles precisarem. Cria-se uma via de mão única, sem oferecer nada em troca.

Exploração financeira

Entre esses favores que citamos, um dos mais frequentes é, certamente, o pedido de empréstimo de dinheiro. Se alguém pede dinheiro a você e não se preocupa em pagar o que deve ou em obter meios de se sustentar, esse pode ser um grave indicador de pessoa parasita. Também fique atento àqueles amigos que não se oferecem a pagar nada.

Manipulação emocional

Para conseguirem esses favores, alguns desses parasitas podem recorrer à manipulação emocional. Nesse sentido, demonstram desespero e tristeza por meio de choro, jogos de culpa, entre outros dramas, até conseguirem o que desejam. Exploram a empatia alheia em um comportamento muitas vezes infantilizado e imaturo.

Falta de responsabilidade

Um típico parasita não assume as suas responsabilidades, seja na vida pessoal, seja na vida profissional. Evitam qualquer ação que demande mais esforço, delegam o que podem aos outros e negligenciam as tarefas que deveriam ser feitas por elas, na esperança de que outra pessoa as faça. São pessoas que também não cumprem promessas.

Dependência constante

Uma pessoa parasita sempre “se encosta” nas outras pessoas e deixa de cumprir as suas responsabilidades. Quando isso se torna um hábito, a pessoa perde a sua autonomia e torna-se dependente dos outros, pois não sabe (ou não quer) fazer nada sozinho.

Egoísmo

Todos esses comportamentos fatalmente resultam em um indivíduo egoísta. Quem explora a boa vontade dos outros tem pouca ou nenhuma empatia pelo próximo. Esse tipo de pessoa se interessa apenas pelo alcance dos seus próprios objetivos, sem consideração pelos sentimentos ou necessidades dos outros.

Ingratidão

A ingratidão também é uma marca registrada dos parasitas. Além de estarem sempre pedindo favores e dependendo da proatividade dos outros, esses indivíduos, com alguma frequência, deixam de agradecer. É isso mesmo, sequer ouvimos um “obrigado” depois de ajudá-los.

Padrão consistente de exploração

É importante ressaltar que para que alguém possa ser efetivamente considerado um “parasita”, é preciso haver um “padrão de exploração”. Isso quer dizer que essa pessoa não é “folgada” apenas uma vez, mas faz isso de forma repetida. Assim, ao longo do tempo, a análise mais atenta permite a identificação de pessoas com esse comportamento.

O que fazer ao deparar-se com alguém assim?

Se você desconfiar que esteja sendo vítima de algum “parasita”, siga as orientações a seguir:

  • Avalie a situação: essa pessoa está mesmo necessitada de ajuda? É uma questão pontual? Ou é rotineiro que ela dependa de outras pessoas?
  • Comunique-se: converse com a pessoa sobre como você está se sentindo em relação às atitudes dela;
  • Estabeleça limites: ajude quando puder, mas não se sacrifique. Aprenda a dizer “não”, pois a sua prioridade deve ser você mesmo — e isso não significa ser egoísta;
  • Proteja os seus interesses: o seu tempo, o seu dinheiro, a sua saúde mental, a sua família e o seu trabalho são as suas prioridades. Não as comprometa para ajudar uma pessoa exploradora;
  • Avalie as suas motivações: por que será que essas pessoas procuram você quando precisam de favores? Será que você quer agradá-las demais? Por quê? Reflita sobre isso;
  • Distancie-se: em alguns casos, o melhor a fazer é manter a distância e até mesmo cortar relações, se possível, com esse “parasita”;
  • Procure apoio: se a situação estiver muito complicada, considere buscar apoio de um terapeuta, conselheiro ou psicólogo para ajudar a lidar com a situação e desenvolver estratégias de enfrentamento.

Lembramos que cada situação é única, e as medidas que você deve tomar podem variar dependendo do grau de exploração e do relacionamento em questão. Em casos de relacionamentos abusivos ou situações graves, pode ser necessário buscar ajuda profissional ou suporte legal para resolver a questão de forma adequada. O importante é focar em cuidar de si mesmo e manter relacionamentos equilibrados e saudáveis.

E você, querida pessoa, já teve que lidar, ou ainda lida, com pessoas parasitas? Como faz isso? Deixe o seu comentário no espaço a seguir. Além do mais, que tal levar estas informações a todos os seus amigos, colegas de trabalho, familiares e a quem mais possa se beneficiar delas? Compartilhe este artigo nas suas redes sociais!